6 de Março de 2008 / às 18:59 / em 10 anos

Colômbia quer ajuda da Interpol com computadores das Farc

BOGOTÁ (Reuters) - A Colômbia solicitou na quinta-feira à Interpol apoio para decifrar as informações contidas em quatro computadores confiscados de um líder guerrilheiro morto. Aparentemente, há evidências de ligação dos governos da Venezuela e do Equador com as Farc.

O Departamento Administrativo de Segurança (DAS) -- central de inteligência colombiano -- anunciou que tal apoio é necessário para fazer uma avaliação técnica dos computadores e de vários pen drives que contêm informações sobre as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

“O Departamento Administrativo de Segurança recebeu resposta oficial do senhor Ronald K. Noble, secretário geral da Interpol, informando o envio de uma equipe de especialistas australianos, coreanos e de Cingapura, que chegará ao país na próxima semana”, disse um comunicado oficial.

O governo do presidente Alvaro Uribe informou que, nos computadores do chefe das Farc Raúl Reyes, foi encontrada uma informação que supostamente evidencia o apoio e os contatos dos governos do Equador e da Venezuela com a guerrilha, considerada pelos Estados Unidos e pela União Européia uma organização terrorista.

A acusação da Colômbia foi feita em meio à crise diplomática que ameaça desencadear um conflito na região.

A crise começou depois que as Farc bombardearam o território do Equador sem autorização de Quito, em um ataque dirigido aos guerrilheiros e no qual morreram Reyes e diversos outros rebeldes.

O presidente Rafael Correa qualificou o ataque da Colômbia em seu território como um massacre que violou a sua soberania e logo rompeu relações diplomáticas com Bogotá.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, também acusou a Colômbia de violar a soberania do Equador, um de seus mais próximos aliados na região, e ofereceu ao país o seu apoio, expulsando o embaixador colombiano de Caracas.

Venezuela e Equador, que negaram ter acordos ou ligações com as Farc, reforçaram a presença militar nas fronteiras com a Colômbia.

Os governos de Chávez e Correa responderam às acusações dizendo que os contatos que mantinham com a guerrilha eram de caráter humanitário, com o objetivo de libertar 40 sequestrados, entre eles a ex-candidata à Presidência Ingrid Betancourt.

A Central de Inteligência da Colômbia lembrou que os principais comandantes das Farc e outros 324 guerrilheiros deste grupo fazem parte da lista da Interpol de pessoas a serem capturadas em qualquer parte do mundo.

Reportagem de Luis Jaime Costa

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