6 de Março de 2008 / às 19:34 / em 10 anos

Moody's coloca rating da Cesp sob revisão com direção incerta

(o texto abaixo foi divulgado pela agência de classificação de risco)

Moody’s coloca o rating corporativo da CESP Ba3 em revisão com direção incerta

Aproximadamente USD 965 milhões de instrumentos de dívida afetados

SÃO PAULO, 6 de março -- Moody’s Investors Service colocou o rating corporativo Ba3 da Companhia Energética de São Paulo (“CESP”) em revisão com direção incerta depois do anúncio recentemente feito pelo governo do estado de São Paulo de que a CESP será totalmente privatizada. Ao mesmo tempo, Moody’s especificou que o perfil de risco de crédito individual (“Baseline Credit Assessment” ou “BCA”) da CESP é 14, comparado com o intervalo anterior de 14 a 16.

As seguintes emissões foram afetadas pela ação da Moody‘s:

-Programa de USD 1,4 bilhão de notas de médio prazo não subordinadas sem garantia de ativo real;

-Notas seniores de USD 300 milhões a taxa de 10% sem garantia de ativo real com vencimento em 2011 emitidas dentro do programa de notas de médio prazo;

-Notas seniores de USD 220 milhões a taxa de 9,25% sem garantia de ativo real com vencimento em 2013 emitidas dentro do programa de notas de médio prazo

-Notas de BRL 750 milhões indexadas ao IPCA a taxa de 9,75% com vencimento em 2015 emitidas dentro do programa de notas de médio prazo.

A ação de hoje sobre o rating reflete várias incertezas que cercam o processo de privatização recentemente anunciado, incluindo a qualidade de crédito dos novos acionistas e a estratégia financeira a ser adotada pela nova administração. Enquanto que existe a expectativa de que o Estado de São Paulo, como parte do processo de privatização, irá garantir uma porção da dívida existente juntamente com a garantia do novo acionista em um montante similar, a qualidade desse suporte externo é desconhecida até este momento. Além disso, Moody’s precisará determinar se a CESP deveria continuar a ser tratada como emissor relacionado a governo (“Government-Related Issuer” ou “GRI”) e, em caso afirmativo, o nível de suporte implícito do governo que pode existir.

CESP atualmente é um GRI como definido na metodologia de rating da Moody’s “The Application of Joint Default Analysis to Government Related Issuers”. A metodologia para GRIs da Moody’s incorpora sistematicamente no rating tanto o risco de crédito individual da companhia (“BCA”) assim como uma avaliação da probabilidade que um governo forneça suporte extraordinário para as obrigações da companhia. O BCA de um GRI é expresso numa escala de 1 a 21 ou como um intervalo dentro da escala de 1 a 21, de acordo com a preferência do emissor, onde 1 representa o risco equivalente a um Aaa, 2 um Aa1, 3 um Aa2 e assim por diante. Os ratings da CESP incorporam um BCA que atualmente é 14. Aplicando a análise de joint-default “inadimplemento-conjunto”, Moody’s diz que o rating corporativo da CESP resulta de um BCA de 14, o rating Ba2 do Estado de São Paulo, e a visão da Moody’s de média dependência (a probabilidade de que as duas entidades entrarem em inadimplência ao mesmo tempo), é uma probabilidade média de suporte extraordinário do acionista controlador.

Incorporando esses novos fatores, a aplicação da análise de inadimplemento indica um rating corporativo Ba3. Por favor, refira-se aos “special comments” da Moody’s “Rating Government-Related Issuers in Americas Corporate Finance” e “Government-Related Issuers: July 2006 Update” no moody‘s.com para informações adicionais sobre GRIs.

O BCA 14 da CESP reflete a melhora constante dos indicadores de crédito desde a capitalização no meio de 2006, marcada pela contínua redução da dívida e melhora no perfil de dívida que está tendo um impacto positivo na liquidez. A melhora tem se baseado em fluxos de caixa estáveis, que por sua vez são sustentados por contratos de fornecimento de energia de longo prazo tanto no mercado regulado como não regulado de energia. Taxas de juros mais baixas e a apreciação da moeda local tambem têm contribuído para melhores fluxos de caixa e alavancagem. Os ratings continuam limitados pela exposição a desvalorização cambial e taxas de juros locais flutuantes. Tambem são limitantes dos ratings da CESP os tamanhos relativamente altos de passivos contingentes e, em menor grau, riscos associados com a renovação de concessões.

CESP é a terceira maior companhia geradora de eletricidade no Brasil, operando seis plantas hidrelétricas no Estado de São Paulo com uma capacidade instalada de 7.456 MW e 3.916 MW de energia assegurada. O governo do Estado de São Paulo é o maior acionista da CESP, com 93,4% do capital votante e 33,4% do capital total.

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