6 de Junho de 2008 / às 11:50 / em 9 anos

Ataque ao Irã é "inevitável", diz vice-premiê israelense

<p>Mulher iraniana carrega bandeiras israelense e iraniana durante manifesta&ccedil;&atilde;o em Berlim, em imagem de arquivo. Um ataque israelense contra territ&oacute;rios iranianos parece 'inevit&aacute;vel', disse na sexta-feira um dos vices do premi&ecirc; israelense Ehud Olmert. Photo by Tobias Schwarz</p>

Por Dan Williams

JERUSALÉM (Reuters) - Um ataque israelense contra territórios iranianos parece “inevitável”, dado o aparente fracasso das sanções que tentavam impedir que o Irã tivesse acesso a tenologia para fabricação de bombas nucleares, disse na sexta-feira um dos vices do premiê israelense Ehud Olmert.

“Se o Irã continuar com o programa de desenvolvimento de armas nucleares, nós o atacaremos. As sanções são ineficientes”, disse o ministro dos Transportes, Shaul Mofaz, ao jornal Yedioth Ahronoth, de ampla circulação.

“Atacar o Irã, a fim de conter seus planos nucleares, será inevitável”, disse o ex-chefe do Exército que também foi ministro da Defesa.

É a ameaça mais explícita já feita ao Irã por um membro do governo de Olmert que, assim como a administração do presidente norte-americano George W. Bush, tem indicado que o uso da força pode ser considerado um último recurso caso as sanções da ONU não dêem certo.

O Irã, que nega o objetivo de construir armas nucleares, desafia a pressão ocidental para abandonar seus projetos de enriquecimento de urânio. Os líderes de Teerã também ameaçaram retaliar Israel --acredita-se que o país seja o único país do Oriente Médio a ter um arsenal atômico-- e alvos dos Estados Unidos no golfo, caso estes ataquem o Irã.

Em entrevista, Mofaz afirmou ainda que o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, que disse que Israel seria “varrido do mapa”, “desaparecerá antes de Israel”.

Os comentários de Mofaz vêm no momento em que ele e vários outros membros do partido de Olmert, o Kadima, se preparam para uma corrida ao poder, caso um escândalo de corrupção tire Olmert de seu cargo.

Mofaz, que nasceu no Irã, é vice-premiê, membro do gabinete de segurança de Olmert e lidera conversas sobre coordenação estratégica com o departamento de Estado norte-americano.

Em 1981, Israel mandou aviões de guerra para destruir um reator nuclear iraniano.

Um vôo semelhante foi feito por Israel sobre a Síria, em setembro, a fim de avistar o que os Estados Unidos acreditavam ser um novo reator nuclear construído com ajuda norte-coreana. A Síria negou ter este tipo de equipamento.

Analistas independentes perguntam, no entanto, se as forças armadas de Israel são capazes de enfrentar o Irã sozinhas, já que são várias as instalações nucleares no país, além de distantes e bem protegidas.

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