6 de Julho de 2008 / às 14:36 / 9 anos atrás

Bush promete posição construtiva sobre clima na cúpula do G8

Por Tabassum Zakaria e Chisa Fujioka

<p>Bush promete posi&ccedil;&atilde;o construtiva sobre clima na c&uacute;pula do G8. O presidente dos EUA prometeu uma posi&ccedil;&atilde;o construtiva nas conversa&ccedil;&otilde;es sobre o aquecimento global, mas disse que um acordo ser&aacute; imposs&iacute;vel se a China e a &Iacute;ndia n&atilde;o concordarem em limitar suas emiss&otilde;es de gases estufa. 6 de julho. Photo by Jim Young</p>

TOYAKO, Japão (Reuters) - O presidente dos EUA, George W. Bush, prometeu no domingo adotar uma posição construtiva nas conversações sobre o aquecimento global, mas disse que um acordo será impossível se a China e a Índia não concordarem em limitar suas emissões de gases estufa.

As mudanças climáticas são prioritárias na pauta da cúpula anual do G8 (grupo dos países mais ricos do mundo mais a Rússia) que começa nesta segunda-feira num hotel de luxo na ilha japonesa de Hokkaido.

“Serei construtivo”, disse Bush em coletiva de imprensa após se reunir com o primeiro-ministro japonês Yasuo Fukuda, anfitrião da cúpula de três dias. “Sempre defendi que é preciso um entendimento comum, e isso começa com uma meta.”

“Também sou suficientemente realista para lhes dizer que, se China e Índia não compartilharem a mesma aspiração, não conseguiremos resolver o problema”, disse Bush, que completou 62 anos no domingo.

China, Índia e 12 outros países vão juntar-se aos integrantes regulares do G8 --EUA, Japão, França, Grã-Bretanha, Alemanha, Canadá, Itália e Rússia-- em algumas partes da cúpula.

TEMAS EM DEBATE

A inflação global movida pela alta dos preços dos alimentos e combustíveis ocupará posição de destaque na agenda lotada, assim como os esforços para aliviar a pobreza na África.

É provável que os líderes também condenem a violência que precedeu a eleição presidencial do mês passado no Zimbábue e que discutam o programa nuclear norte-coreano.

Os países em desenvolvimento, incluindo China e Índia, querem que os países ricos carreguem a maior parte do ônus de reduzir as emissões de gases estufa dentro de um pacto planejado para tomar o lugar do Protocolo de Kyoto, cuja vigência termina em 2012.

As conversações para o novo pacto, lideradas pela ONU, devem ser concluídas em Copenhague em dezembro do próximo ano.

Mas a existência de divergências profundas dentro do G8, e também entre os países ricos e os em desenvolvimento, levantam dúvidas quanto às chances de algum progresso além do que foi obtido na cúpula do ano passado na Alemanha, onde os líderes do G8 concordaram em “considerar seriamente” uma meta global de reduzir as emissões de gases estufa pela metade até 2050.

A África do Sul, que também está participando da cúpula deste ano, ressaltou as divisões ao defender que os países ricos façam muito mais, reduzindo suas emissões em 25 a 40 por cento em relação aos níveis de 1990 até o ano 2020 e por 80 a 95 por cento até 2050.

“Sem metas de médio prazo e sem uma linha de partida, a meta de 50 por cento de redução até 2050 não passa de um slogan vazio, sem substância,” disse a jornalistas o ministro do Meio Ambiente, Marthinus van Schalkwyk.

O Japão quer que os líderes concordem com a meta para 2050, mas sem especificar um ano de partida.

Analistas e diplomatas dizem que é provável que os líderes do G8 redijam um acordo pouco definido quanto à meta de longo prazo, para ajudar Fukuda a não perder prestígio, mas que será preciso esperar até a posse do novo presidente dos EUA, em janeiro, para que possam ser feitos avanços reais.

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