6 de Agosto de 2008 / às 13:00 / em 9 anos

Efeito do câmbio na dívida beneficia Braskem no 2o tri

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - A Braskem, maior petroquímica da América Latina, teve uma alta de 36 por cento no lucro líquido do segundo trimestre sobre o mesmo período de 2007 graças, em boa parte, à desvalorização cambial, já que 70 por cento da dívida da companhia está atrelada ao dólar.

O resultado foi um ganho de 383 milhões de reais sobre um lucro líquido de 281 milhões de reais no mesmo trimestre do ano anterior. O resultado financeiro, por sua vez, foi positivo em 407 milhões de reais, revertendo o resultado negativo de 59 milhões de reais no mesmo trimestre de 2007.

Os dados operacionais do trimestre, entretanto, mostram o impacto da alta do petróleo nas margens da companhia.

Segundo Bernardo Gradin, presidente da Braskem, o preço da nafta, matéria-prima do setor de resinas obtida a partir do petróleo, subiu 48 por cento sobre o mesmo trimestre do ano passado e quase 50 por cento no semestre.

“Foi um impacto significativo nos nossos custos, de 601 milhões de reais no semestre”, disse o executivo em encontro com a imprensa.

Em junho, a Braskem anunciou cerca de 10 por cento de elevação nos preços das suas resinas para julho e outros 10 por cento em agosto.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da empresa teve uma redução de 400 milhões de reais ano a ano, ou 44 por cento de queda sobre o mesmo trimestre de 2007, fazendo com que a margem Ebitda caísse 6,7 pontos percentuais.

MERCADO DOMÉSTICO AQUECIDO

Diante da desaceleração no mercado americano e do aquecimento do mercado interno, a Braskem reduziu o volume de exportações no segundo trimestre e pretende continuar a dedicar prioridade ao mercado doméstico no segundo semestre, segundo o presidente.

“Não posso adiantar números, mas a prioridade será o mercado interno, até porque nosso concorrente fará uma parada de manutenção”, disse Gradin, referindo-se à parada programada da Petroquímica União.

Em relação à crise na economia americana, o executivo afirmou que “sem dúvida terá impacto no nosso negócio, mas os mercados emergentes sustentarão crescimento dos negócios, especialmente o Brasil”.

Reportagem adicional e edição de Renato Andrade

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below