6 de Junho de 2008 / às 12:31 / em 9 anos

Negociações entre Tibete e China são adiadas por terremoto

DHARAMSALA (Reuters) - As conversas entre enviados tibetanos e autoridades chinesas, agendadas para 11 de junho, foram adiadas devido ao terremoto do mês passado, disse um representante do Dalai Lama na sexta-feira, acrescentando que espera que os dois lados se reencontrem ainda este mês.

<p>Negocia&ccedil;&otilde;es entre Tibete e China s&atilde;o adiadas por terremoto. Ponte danificada por terremoto na prov&iacute;ncia de Sichuan. As conversas entre enviados tibetanos e autoridades chinesas foram adiadas devido ao terremoto do m&ecirc;s passado, disse um representante do Dalai Lama. 6 de junho. Photo by Jason Lee</p>

No começo de maio, ocorreram os primeiros encontros na cidade chinesa de Shenzhen, logo depois de um protesto anti-Pequim em Lhasa e áreas vizinhas. Na ocasião, ficou acertado que outro encontro ocorreria no da 11 de junho.

Mas Tenzin Taklha, importante representante do Dalai Lama, o líder espiritual tibetano, disse que as conversas foram adiadas por causa do terremoto que atingiu a província chinesa de Sichuan, matando mais de 69 mil pessoas.

“Estamos tentando agendar novas datas, a primeira data era 11 de junho, mas isso foi adiado”, disse Taklha.

“Por causa da situação na China depois do terremoto, tivemos de adiar a data. Mas espero que, até o fim de junho, (a conversa) aconteça”, disse.

A China tem dito que a “camarilha de Dalai Lama” foi responsável pela confusão no Tibete e pelos protestos que, posteriormente, atrapalharam o revezamento da tocha olímpica pelo mundo.

No encontro de maio, os dois enviados tibetanos afirmaram que os acontecimentos no Tibete eram um “claro sintoma da profunda mágoa e ressentimento dos tibetanos” em relação às políticas do governo chinês há décadas.

A mídia estatal chinesa, por outro lado, acusou o líder tibetano de tentar manchar o nome da China e impedir seu crescimento, dias antes do encontro com os enviados.

Durante a conversa, cada lado lançou propostas “concretas” que poderiam fazer parte de uma futura agenda, disse Lodi Gyari, um dos dois enviados tibetanos.

“Queremos que (as conversas) aconteçam o mais cedo possível e com a maior frequência possível”, disse na quinta-feira Thubten Samphel, autoridade do governo tibetano.

“Encontros frequentes e rápidos vão dissipar todas as suspeitas mútuas e aumentar a confiança. Baseados nisso, poderemos resolver a questão”, afirmou.

Reportagem de Abhishek Madhukar

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