7 de Maio de 2008 / às 15:59 / em 9 anos

Embraer prevê menos pedidos com aumento no custo do combustível

Por Todd Benson

SÃO PAULO (Reuters) - A fabricante de aviões Embraer não prevê nenhum cancelamento de pedidos por conta da alta no preço do combustível, mas espera que isso limite o volume de encomendas futuras, afirmou um executivo da empresa nesta quarta-feira. Com o preço do petróleo atingindo sucessivos recordes de alta, muitas companhias aéreas pelo mundo --algumas delas clientes da Embraer -- estão contabilizando prejuízos e se esforçando para reduzir custos.

“Certamente é um cenário de muita preocupação e estamos avaliando os impactos que isso possa ter na indústria aeronáutica como um todo”, afirmou Antônio Luiz Pizarro Manso, vice-presidente financeiro da empresa, em teleconferência.

“Mas até esse momento nós não sentimos nenhuma situação de cancelamento das nossas ordens no curto prazo”, acrescentou, observando que a Embraer mantém sua previsão de entregas para 2008 e 2009.

A companhia, maior fabricante mundial de jatos regionais no segmento entre 70 e 120 assentos, prevê entrega entre 195 e 200 aeronaves este ano, mais entre 10 e 15 jatos executivos Phenom. Para 2009, a estimativa também é de 195 a 200 aeronaves, mas entre 120 e 150 jatos Phenom, que custam muito menos que os outros modelos da empresa.

No primeiro trimestre, já foram entregues 45 aviões, contra 25 no mesmo período de 2007.

À medida em que as empresas combatem o rápido aumento nos custos, é menos provável que elas contabilizem um número alto de grandes pedidos logo, explicou Manso.

“Anteriormente, a gente tinha alguns pedidos que chegavam até a 100 aeronaves. Hoje, 30 eu diria que é um número que a gente busca e busca como um teto a ser atingido”, disse, acrescentando que os pedidos de 20 aeronaves são mais prováveis.

Uma exceção, segundo o executivo, é a Ásia, onde o mercado de aviação, em acelerado crescimento, está impulsionando a demanda por jatos com consumo eficiente de combustível.

“O mercado asiático acredito que possa ter ordens de 30 ou um pouco acima de 30”, afirmou.

O último grande pedido que a Embraer aceitou foi o da Azul Linhas Aéreas Brasileiras, nova companhia aérea que o fundador da JetBlue Airways, David Neeleman, está iniciando. Em março, a Azul acertou a compra de 36 jatos Embraer 195 por 1,4 bilhão de dólares, com opção para mais 40. Se todas as opções forem convertidas, o valor do acordo pode chegar a 3 bilhões de dólares.

A empresa, que tem como maior concorrente a canadense Bombardier, terminou o primeiro trimestre com pedidos totais em 20,3 bilhões de dólares.

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