7 de Abril de 2008 / às 13:32 / em 10 anos

Líderes elevam tom sobre crise antes de reunião do G7

Por Matt Falloon

LONDRES (Reuters) - Os governos devem atuar juntos para remediar a economia global e evitar que outra crise de crédito contamine os mercados, disseram autoridades econômicas nesta segunda-feira antes de importantes conversas nesta semana entre as principais economias do mundo.

O Grupo dos 7, que reúne as principais nações industrializadas, se vê pressionado para aparecer no encontro de sexta-feira em Washington com algumas soluções para os meses de turbulência financeira, que têm aumentado o espectro de uma desaceleração econômica generalizada.

Presidentes, primeiros-ministros e ministros das Finanças têm pedido um plano coordenado para interromper o contágio da crise, mas até aqui os detalhes estão incompletos e a natureza prática de uma medida conjunta também dificulta que as palavras sejam transformadas em ação.

“A necessidade de uma intervenção pública está se tornando mais evidente”, disse o diretor-executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, em entrevista ao jornal Financial Times. “A crise é global”.

Uma regulação mais apertada e integrada e uma maior abertura entre os bancos são vistas agora como o melhor remédio para a crise de crédito, em vez de um aprofundamento das ações coordenadas entre os bancos centrais e medidas de estímulo econômico por parte dos governos.

Os bancos centrais têm colocado dinheiro extra no sistema financeiro e o Federal Reserve dos Estados Unidos tem reduzido a taxa de juros, mas analistas argumentam que, ainda que tais medidas possam acalmar os nervos no curto prazo, elas não podem reparar o abalo na confiança dos mercados.

PRESSÃO SOBRE O G7

A atual crise foi disparada pelo aumento da inadimplência nas hipotecas norte-americanas, que ganhou importância à medida que os investidores perdiam confiança no valor de instrumentos financeiros atrelados a esses ativos e também nos bancos que detinham esses papéis.

As taxas usadas para os empréstimos entre os bancos dispararam então, afetadas pelo medo de que esse passivo pudesse pesar sobre os balanços das instituições.

Mas as autoridades estão preocupadas com a possibilidade de suas ações serem interpretadas como um resgate de investidores e bancos de um problema que eles próprios criaram.

Malcolm Knight, diretor-geral do Banco de Compensações Internacionais (BIS), disse que não há uma necessidade clara para que os bancos centrais se unam para comprar títulos especialmente afetados pela crise do subprime (de crédito de alto risco).

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