7 de Novembro de 2007 / às 16:14 / em 10 anos

Ferrovia da Vale em Carajás sofre nova invasão pelo MST

SÃO PAULO (Reuters) - A Companhia Vale do Rio Doce informou nesta quarta-feira que a Estrada de Ferro Carajás, responsável por transportar minério de ferro da maior mina da empresa ao porto, foi novamente invadida na manhã desta quarta-feira por integrantes do MST.

Segundo a empresa, a invasão ocorreu no momento em que duas locomotivas manobravam 126 vagões vazios num pátio ferroviário próximo ao município de Parauapebas (PA).

A Vale informou que os manifestantes entraram nas locomotivas e danificaram equipamentos, incluindo sistemas de frenagem, utilizando picaretas. A ferrovia está bloqueada.

Essa é a terceira vez no período de um mês que membros do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) invadem e interrompem o fluxo de trens da ferrovia, que leva minério e outros produtos de Carajás para a região portuária de São Luiz, no Maranhão, de onde é exportado.

O MST no Pará confirmou a invasão e informou que a interrupção da ferrovia é por tempo indeterminado.

“Só vamos sair daqui quando recebermos uma comissão do governo estadual, federal e da Vale para negociar”, disse à Reuters por telefone Charles Trocate, da coordenação estadual do movimento.

Segundo ele, a principal reivindicação à Vale é uma contrapartida em termos de projetos sociais pela exploração dos recursos minerais no Estado.

Os trilhos da Estrada de Ferro Carajás atravessam o assentamento Palmares 2, do MST, e os manifestantes ficam acampados em um local distante apenas 3,5 quilômetros da via.

Segundo Trocate, se eles forem removidos do local pela polícia, a estratégia é invadir novamente assim que possível, até que alguma forma de negociação seja retomada.

A Vale, que transporta cerca de 250 mil toneladas de minério e outros produtos diariamente pela ferrovia, diz que as seguidas interrupções afetam não só os negócios da companhia, mas também os moradores da região que utilizam os vagões de passageiros do trem.

A empresa pediu ao governo do Estado o envio imediato de policiais para retirar os invasores.

Por Marcelo Teixeira

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