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Transmissão ao vivo de sessões do STF é irreversível--ministro

O presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil (STF), Carlos Ayres Britto, apresenta seu relatório sobre reservas indígenas, no dia 27 de agosto. O ministro rejeitou nessa segunda-feira a idéia de restringir as transmissões ao vivo das sessões de julgamento da corte. Photo by Jamil Bittar

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nessa segunda-feira a idéia de restringir as transmissões ao vivo das sessões de julgamento da corte.

Em recente reunião com o presidente do STF, Gilmar Mendes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria criticado o fato de a TV Justiça colocar no ar, sem cortes, os julgamentos do Supremo. Para o presidente, isso poderia atrapalhar as sessões, estimulando os ministros a elevar o tom dos discursos.

No passado, Lula já alertara para a espetaculosidade das sessões do Congresso, transmitidas pelas TVs Senado e Câmara.

Segundo Ayres Britto, um dos pilares mais sólidos da democracia é justamente a transparência e o acesso à informação.

“Transmitir ao vivo as sessões do Supremo é um avanço democrático e corresponde a uma viagem sem volta”, disse Ayres Britto a jornalistas ao ser perguntado sobre o comentário do presidente da República. (Reportagem de Fernando Exman)

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