8 de Fevereiro de 2008 / às 14:41 / 10 anos atrás

Negociações de paz no Quênia avançam, dizem meios de comunicação

<p>O presidente queniano, Mwai Kibaki (2o da esquerda para a direita), durante f&oacute;rum religioso em Nair&oacute;bi. Representantes do presidente do Qu&ecirc;nia e do l&iacute;der oposicionista Raila Odinga conseguiram obter um 'avan&ccedil;o' na disputa que travam em torno da elei&ccedil;&atilde;o de 27 de dezembro, segundo a m&iacute;dia local. Photo by Thomas Mukoya</p>

Por C.Bryson Hull e Duncan Miriri

NAIRÓBI (Reuters) - Representantes do presidente do Quênia, Mwai Kibaki, e do líder oposicionista Raila Odinga conseguiram obter um “avanço” na disputa que travam em torno da eleição de 27 de dezembro, afirmaram na sexta-feira meios de comunicação quenianos e uma pessoa familiarizada com as negociações.

“Sim, houve um grande avanço. Kofi Annan sairá daqui a pouco para contar-lhes mais a respeito”, disse a fonte, referindo-se ao ex-secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que se reúne com Kibaki e Odinga, tentando mediar os contatos.

Levantes e ataques étnicos mataram mais de mil pessoas e expulsaram 300 mil de suas casas no Quênia desde as eleições do final do ano passado, abalando a imagem de um país antes tido como um estável centro empresarial, turístico e de transportes.

Mutula Kilonzo, membro da equipe de negociadores do governo, tinha dito antes que o processo experimentava alguns progressos.

Annan, que lidera os esforços para reaproximar as duas partes em conflito no Quênia, disse mais cedo que as negociações não poderiam se dar ao luxo de fracassarem -- algo com que Kilonzo concordou.

“Não podemos permitir que nosso povo use arcos e flechas, que as pessoas sejam tiradas de ônibus e questionadas sobre a língua que falam antes de serem mortas a facadas”, disse Kilonzo.

Os negociadores acertaram os princípios sobre os quais deve apoiar-se um acordo capaz de colocar fim à violência e ajudar os refugiados. Mas ainda discutem sobre quem venceu a eleição e sobre o que fazer daqui para frente.

Chanceleres dos países-membros da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (Igad, um bloco regional) deram apoio a Annan na sexta-feira, rejeitando acusações da oposição queniana de que visitavam o Quênia para lançar negociações em separado, minando o ex-líder da ONU.

Falando em nome de seus colegas, o ministro etíope das Relações Exteriores, Seyoum Mesfin, disse que Annan havia sido convocado pela União Africana (UA) e que todo o continente reconhecia a autoridade dele. “A proliferação de iniciativas nunca ajudou ninguém”, afirmou.

Os países do Igad já vivenciaram experiências ruins com iniciativas de paz anteriores, disse Mesfin, referindo-se à Somália, ao Sudão e ao conflito fronteiriço entre a Etiópia e a Eritréia.

O Quênia ocupa atualmente a Presidência rotativa do bloco e conseguiu instilar nos membros dele uma disposição para realizar iniciativas de paz.

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