8 de Setembro de 2008 / às 19:47 / 9 anos atrás

Dólar sobe pela 6a sessão e acumula alta de 6% no mês

Por Fabio Gehrke

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em alta pela sexta sessão consecutiva nesta segunda-feira, dia de intensa volatilidade após o anúncio de medidas dos Estados Unidos para tentar estabilizar o mercado imobiliário.

A moeda norte-americana subiu 0,99 por cento, a 1,735 real. A divisa, que chegou a cair 1,05 por cento nos primeiros negócios, acumula alta de 6,3 por cento em setembro.

Logo na abertura, o dólar refletiu o otimismo dos mercados financeiros globais com a decisão do governo norte-americano de assumir o controle das agências hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac . A Bolsa de Valores de São Paulo apresentou alta de mais de 3 por cento no início do pregão.

Mas o fortalecimento do dólar no exterior, subindo cerca de 1,5 por cento frente a uma cesta com as principais moedas, e a queda do Ibovespa pressionaram o câmbio no Brasil.

“São os mesmos fatores (dos últimos dias): as commodities estão caindo... e o dólar continua subindo, ainda mais com essa ajuda para as companhias de resseguro hipotecário”, avaliou um profissional do departamento de câmbio da Corretora Concórdia, que prefere não ser identificado.

Segundo a Concórdia, o dólar está se fortalecendo no exterior pela crença de que o governo norte-americano está mais disposto a combater a desaceleração econômica do que os líderes da zona do euro.

Na última semana, os bancos centrais europeu e inglês mantiveram as taxas básicas de juro e ressaltaram atenção especial à inflação.

Para Paulo Fujisaki, analista de mercado da Corretora Socopa, os mercados financeiros globais estão refletindo os temores de uma recessão internacional.

“Aqui a saída de recursos continua e a bolsa continua caindo”, citou o analista, explicando que parte do mercado viu as medidas do governo norte-americano com um sinal de que o cenário pode estar pior do que se esperava.

No meio da sessão, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista. A autoridade monetária definiu taxa de corte a 1,7280 real e aceitou, segundo operadores, três propostas.

Edição de Daniela Machado

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