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BOLSA EUA-Temores com crédito derrubam Wall Street

(Texto atualizado com mais informações e comentários de analistas)

NOVA YORK, 9 de outubro (Reuters) - As bolsas de valores norte-americanas despencaram pela sétima sessão consecutiva nesta quinta-feira, com investidores temendo que as recentes medidas anunciadas em todo o mundo para destravar os mercados de crédito não serão suficientes para evitar uma recessão.

O índice Dow Jones .DJI desmoronou 7,33 por cento, a 8.579 pontos. O Standard & Poor's 500 .SPX despencou 7,62 por cento, a 909 pontos. O Nasdaq .IXIC mergulhou 5,47 por cento, a 1.645 pontos.

Uma avalanche de vendas no fechamento deixou o Dow abaixo dos 8.600 pontos pela primeira vez de maio de 2003. O Nasdaq e o S&P 500 também fecharam no pior patamar em mais de cinco anos.

As ações de bancos e seguradoras foram atingidas novamente, à medida que o corte de juros coordenado da véspera e outras ações de autoridades monetárias para descongelar os mercados financeiros não conseguiram impulsionar a confiança no setor financeiro.

Alguns operadores disseram que o fim da proibição das vendas a descoberto de ações financeiras pode ter contribuído para intensificar as perdas.

Os mercados de crédito permanecem emperrados. O custo dos empréstimos interbancários em dólar para muitos períodos além do overnight decolaram.

As ações da General Motors GM.N despencaram 31,1 por cento para o seu menor nível desde 1950 à medida que precupações cresceram de que o declínio da atividade industrial que começou nos Estados Unidos está se espalhando e depois que uma grande consultoria alertou que a demanda global por automóveis pode entrar em "colapso" em 2009. No fechamento, as ações da GM valiam 4,76 dólares.

A Exxon Mobil XOM.N e Chevron CVX.N pesaram sobre o Dow à medida que os preços do petróleo caíram abaixo de 87 dólares por barril com temores de que a desaceleração global poderá atingir a demanda por energia.

“Nós estamos além dos fundamentos. Isto é pânico puro”, diretor gerente e líder de estratégia de ações da Payden & Rygel.

“Sem sinais de restauração do movimento normal de crédito, isto está atingindo a confiança do investidor de que o sistema bancário neste ponto ainda tem um longo percurso para percorrer antes de ser arrumado”, afirmou Frederic Dickson, vice-presidente sênior e estrategista de mercado da D.A. Davisdon.

Dickson ainda ressaltou que pedidos marginais e liquidação de hedge funds pode ter exagerado a queda dos mercados acionários.

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