October 23, 2007 / 2:34 AM / 11 years ago

CÂMBIO-Dólar tem leve baixa e espera possível atuação do BC

SÃO PAULO, 9 de outubro (Reuters) - O dólar operava perto do zero a zero nesta terça-feira, com o mercado monitorando o comportamento do Banco Central após a realização, na segunda-feira, do primeiro leilão de compra de dólares em quase dois meses.

Às 10h24, a moeda norte-americana BRBY exibia leve baixa de 0,11 por cento, cotada a 1,817 real. Na segunda-feira, o leilão de compra levantou a cotação do dólar, que fechou em alta de 0,83 por cento.

“O mercado vai ficar bem lateral (fraco), aguardando para ver qual vai ser o posicionamento dele (BC)”, disse Gerson de Nobrega, gerente da tesouraria do Banco Alfa de Investimento.

“Como ele (BC) começou a atuar ontem, precisa ver qual vai ser a sistemática. Se vai entrar de manhã, se vai entrar no período da tarde”, acrescentou.

O leilão de segunda-feira começou às 11h10, mas durante a rotina diária de operações no primeiro semestre o BC atuou quase todos os dias após as 15h, na última hora de negócios.

No entanto, o mercado ainda não tem certeza se a volta do BC é definitiva ou se as compras serão eventuais, dependendo do fluxo de câmbio do dia. Na segunda-feira, alguns operadores disseram que o leilão pode ter sido realizado para absorver parte dos dólares trazidos em uma operação da Braskem —o que sinalizaria uma atuação mais pontual.

Por isso, Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora, acredita que os agentes podem testar o BC se o mercado externo ajudar.

“Se o ambiente internacional estiver favorável, os players podem tentar empurrar o dólar para perto de 1,80 (real) para com isso observar se o BC vai sinalizar um retorno diário aos leilões de compra ou se a atuação de ontem foi esporádica e tinha a finalidade de absorver algum excesso”, comentou.

No cenário externo, o evento mais aguardado é a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, em que foi decidida a redução de 0,5 ponto percentual do juro norte-americano. Os investidores procuram pistas sobre um possível novo corte da taxa, atualmente a 4,75 por cento.

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