23 de Outubro de 2007 / às 02:35 / em 10 anos

CONSOLIDA-Ministros da UE definem plano contra crises de crédito

Por Gerrard Raven

LONDRES, 9 de outubro (Reuters) - Os ministros de Finanças da União Européia concordaram nesta terça-feira com um plano para aumentar as defesas contra futuros problemas no mercado de crédito, ao mesmo tempo em que as recentes turbulências levaram o Fundo Monetário Internacional a reduzir as previsões de crescimento em 2008.

A agência de classificação de risco Standard & Poor’s alertou que a crise das hipotecas “subprime” (de alto risco) dos Estados Unidos não deve atingir o auge até 2009.

E a Grã-Bretanha ofereceu mais uma ajuda ao Northern Rock NRK.L, maior vítima da crise de crédito na União Européia: o governo garantiu os depósitos de varejo no banco.

O FMI cortou para 1,9 por cento sua previsão para o crescimento dos Estados Unidos em 2008, ante 2,8 por cento estimado em 25 de julho, segundo fontes do FMI.

A instituição também reduziu a estimativa de crescimento mundial de 5,2 para 4,8 por cento.

Os ministros de Finanças da União Européia concordaram em revisar uma série de regras financeiras como lição após a recente crise.

“Nós chegamos a um acordo em um programa de trabalho, que traz o que faremos ao longo de 2008”, disse a jornalistas Fernando Teixeira dos Santos, ministro de Finanças de Portugal, que preside a UE.

A ministra francesa de Economia, Christine Lagarde, disse mais cedo que é o momento de estender às instituições não-bancárias do setor financeiro a forte supervisão já aplicada sobre os bancos. Ela afirmou que essa questão deve ser tratada no encontro do G7 em Washington, ainda neste mês.

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, afirmou que está satisfeito com as iniciativas internacionais e da UE para lidar com as crises de crédito.

“Ainda que seja muito cedo para conclusões definitivas, há um entendimento comum em encontrar soluções que podem ser aplicadas consistentemente em escala global”, disse a um comitê do Parlamento Europeu.

Trichet afirmou que alguns setores do mercado financeiro estão começando a voltar ao normal, mas acrescentou: “a situação dos mercados continua complexa e os bancos ainda estão relutantes em fazer empréstimos uns aos outros”.

O jornal Financial Times Deutschland (FTD) reportou que o G7, que reúne os países mais industrializados do mundo, vai pressionar na próxima reunião por mais transparência das agências de classificação de risco.

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