9 de Fevereiro de 2008 / às 12:04 / em 10 anos

Rivais quenianos moderam tom e acordo parece mais próximo

<p>Pessoas v&atilde;o a funeral de v&iacute;tima da viol&ecirc;ncia no Qu&ecirc;nia, a oeste de Nair&oacute;bi, 9 de fevereiro. Os partidos pol&iacute;ticos do Qu&ecirc;nia moderaram suas posi&ccedil;&otilde;es sobre a reelei&ccedil;&atilde;o do presidente Mwai Kibaki e parecem prestes a fechar um acordo que poder&aacute; p&ocirc;r fim &agrave; sangrenta crise pol&iacute;tica. Photo by Zohra Bensemra</p>

Por Daniel Wallis

NAIRÓBI (Reuters) - Os partidos políticos do Quênia moderaram suas posições nas negociações sobre a disputada reeleição do presidente Mwai Kibaki e parecem prestes a fechar um acordo de compartilhamento de poder que poderá pôr fim à sangrenta crise política.

O líder da oposição, Raila Odinga, acusou Kibaki de manipular as eleições de 27 de dezembro, o que desencadeou distúrbios e ataques étnicos que mataram mais de 1.000 pessoas e destruíram a imagem do país de nação pacífica, propícia a investimentos e turismo.

O ex-chefe das Nações Unidas Kofi Annan, que lidera conversações para encerrar o conflito, parece ter feito progresso significativo na sexta-feira.

“Aparentemente, houve um novo espírito de camaradagem entre os negociadores...dando esperança aos quenianos e ao mundo de que a solução está à vista”, disse em editorial o principal jornal do Quênia Daily Nation.

“Essa boa vontade deve ser explorada ao máximo.”

Citando fontes envolvidas nas negociações, a mídia local disse que ambos os partidos fizeram concessões, abrindo caminho para o compartilhamento do poder.

Quando as negociações forem retomadas, na segunda-feira, delegados debaterão como isso pode funcionar ao longo de um período de dois ou três anos, disse o jornal. Segundo o diário, uma comissão de justiça e reconciliação também será criada para curar as feridas causadas pela violência.

Propostas para uma recontagem dos votos ou uma nova eleição foram descartadas por causa de temores com segurança e do número elevado de eleitores que foram deslocados de suas casas pela violência.

Os mediadores de Annan devem se pronunciar em uma sessão parlamentar especial na terça-feira para informar os congressistas sobre os desdobramentos das negociações.

A imprensa local afirmou que o Movimento Democrático Laranja, de Odinga, já não pressiona pela renúncia de Kibaki, enquanto o partido do presidente deixou de lado sua demanda de que a oposição deve levar suas queixas à justiça.

Reportagem adicional de Andrew Cawthorne

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