9 de Janeiro de 2008 / às 15:17 / em 10 anos

ATUALIZA-Countrywide diz que concessão de hipoteca se estabiliza

(Texto reescrito com mais informações)

NOVA YORK, 9 de janeiro (Reuters) - A Countrywide Financial CFC.N, que viu suas ações despencarem com a preocupação de que a empresa pode não sobreviver à crise imobiliária, afirmou nesta quarta-feira que concedeu mais financiamentos do que o esperado no quarto trimestre, ainda que tenham aumentado as execuções hipotecárias.

Apesar dos novos dados, as ações da Countrywide registravam forte queda novamente, recuando 9,2 por cento, para 5,04 dólares, após terem subido até 21 por cento na pré-abertura.

Em seu relatório mensal sobre as operações, a maior casa hipotecária dos Estados Unidos informou o empréstimo de 23,4 bilhões de dólares em crédito residencial em dezembro, 1 por cento acima do registrado no mês anterior. Em comparação com o ano anterior, porém, o dado é 44 por cento menor.

“A administração está satisfeita com o progresso que fizemos ao posicionar a empresa para navegar no atual ambiente desafiador”, disse David Sambol, vice-presidente de operações, em comunicado.

No trimestre, a Countrywide declarou ter concedido 68,5 bilhões de dólares em hipotecas e 69,2 bilhões de dólares em empréstimos em geral.

A empresa também afirmou ter cortado 10.986 empregos desde o final de julho, alcançando a meta de fechar entre 10.000 e 12.000 vagas até o final de 2007. A Countrywide encerrou o ano com 50.600 funcionários, contra 61.586 em julho.

As ações da Countrywide caíram 27,4 por cento na terça-feira, mesmo após a empresa sediada na Califórnia rejeitar os rumores de que estaria estudando um pedido de proteção contra falência.

A empresa diz ter liquidez suficiente para operar, mas a agência de classificação de risco Egan-Jones Ratings disse na terça-feira que a companhia “está passando por um desafio e pode ter problemas se não receber uma injeção de pelo menos 4 bilhões de dólares nas próximas duas semanas”.

As ações da Countrywide caíram 86,9 por cento no último ano. Como muitas concorrentes, ela tem sido afetada pela queda dos preços das moradias, pelo aumento da inadimplência e pelo aperto no crédito. O presidente-executivo Angelo Mozillo chegou a dizer que a crise imobiliária é a pior desde a Grande Depressão.

Em seu relatório mensal, a Countrywide informou que as execuções hipotecárias e a inadimplência atingiram em dezembro o maior nível desde 2002, quando os dados começaram a ser coletados.

Reportagem de Jonatham Stempel

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