October 23, 2007 / 2:46 AM / 11 years ago

Gestor do fundo BlackRock ainda vê força em ações brasileiras

Por Herbert Lash

NOVA YORK, 10 de outubro (Reuters) - A sequência de cinco anos positivos nos portfólios de ações da América Lainta, que proporcionou um expressivo retorno de 55 por cento ao ano, não acabou, ainda que a velocidade dos ganhos possa diminuir, avaliou o gestor de um dos maiores fundos dedicados à região.

Will Landers, gestor de portfólio do BlackRock, tem privilegiado Brasil —que, segundo ele, está sendo negociado 11 vezes acima do lucro esperado para 2008— em detrimento do México, que diz ser negociado 15,2 vezes o lucro esperado para o ano que vem.

O Brasil representa dois terços da carteira de Landers, enquanto México um quarto. Ele administra cerca de 7,7 bilhões de dólares em ações latino-americanas.

O índice MSCI EM Latin America coloca o Brasil, afirmou o gestor, com aproximadamente 57 por cento de participação, e o México com 27 por cento. Há cinco anos, essas proporções eram praticamente inversas.

O retorno em dólares do índice MSCI EM Latin America .MILA000000PUS, incluindo dividendos reinvestidos após tributos, é de quase 55 por cento nos cinco anos até 30 de setembro.

Sem contar com Petrobras (PETR4.SA) e Vale do Rio Doce VALE5.SA, as companhias brasileiras estão sendo negociadas cerca de 13,5 vezes acima dos lucros de 2008, disse Landers.

Com a queda dos juros no Brasil, consumo é uma boa aposta, comentou o gestor. Um grande nome é a siderúrgica Usiminas USIM5.SA, cujas vendas domésticas são muito bem protegidas da competição internacional por conta dos custos de transporte. A companhia também é a única produtora de chapas pesadas de margem alta no Brasil, disse Landers.

O gestor também elogiou a Vale, que viu seus papéis negociados em Nova York dobrarem desde as mínimas registradas em agosto. A mineradora é negociada a múltiplos menores do que a Rio Tinto (RIO.AX) (RIO.L), que está exposta a flutuações de metais como o cobre. Os preços do minério de ferro, explorados pela Vale, são definidos em contratos anuais.

As ações brasileiras devem ter entre 15 e 16 por cento de crescimento dos lucros em 2008, disse Lander.

Com a recente alta das ações, muitos investidores se questionam se uma bolha não está se formando e se a América Latina não está caminhando para um tombo. Landers não compartilha dessa avaliação.

“É difícil dizer que é uma bolha quando você olha para os números que estamos vendo. Definitivamente estamos em um lugar bom aqui.”

Desde as mínimas vistas em agosto, o índice de referência da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) .BVSP acumula alta de mais de 40 por cento, e o IPC .MXX, do México, tem alta de mais de 20 por cento.

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