10 de Outubro de 2008 / às 20:47 / em 9 anos

ATUALIZA-Dilma descarta rever PAC e condena difusão de pânico

(Atualizado com mais declarações da ministra)

SÃO PAULO, 10 de outubro (Reuters) - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, descartou nesta sexta-feira que o governo faça qualquer revisão no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) diante da crise nos mercados financeiros internacionais.

Dilma acrescentou que o Brasil não pode se contaminar ou disseminar o pânico diante da volatilidade dos mercados.

Segundo a ministra, o PAC está “em pleno regime de cruzeiro” e teve seu nível de execução “bastante elevado” em relação ao ano passado, quando passou pelas fases de projetos, obstáculos e problemas ambientais.

De acordo com a ministra, “não há a menor previsão de revisão do PAC, para cima ou para baixo”.

Ao participar do Fórum CEOs Brasil-EUA, Dilma disse que o PAC “é o programa anticíclico que assegura um nível de investimento bastante razoável no Brasil”.

Todas operações contratadas do PAC serão asseguradas pelo governo e o BNDES garantirá que haja recursos, disse ela.

“O investimento é que assegura o trânsito do Brasil na crise econômica”, destacou.

Para Dilma, “as condições internas e os fundamentos do país são robustos” e, por isso, não vê porque o Brasil “deva disseminar o pânico”.

A ministra voltou a resaltar os sinais de solidez da economia brasileira, como o volume “muito significativo” de reservas, a inflação dentro da meta e uma política fiscal “inequivocamente robusta”.

Ela acrescentou que as dívidas externa e interna do país não estão denominadas em dólar, como em 1999, “o que nos permite afirmar que as condições para dentro da economia brasileira são as melhores dos últimos 20 anos”.

Questionada sobre a possível ajuda do governo a empresas em dificuldade, Dilma afirmou que “o governo tem perfeita clareza de que uma das funções que lhe cabe é assegurar e prover o crédito”.

Ela destacou, no entanto, que “o governo não pretende socializar perdas e nem foi procurado por nenhuma empresa para isso”.

A ministra esclareceu que a ajuda, se houver, se dará por linhas de financiamento “e elas são pagas, não são nenhum presente”.

Dilma acrescentou que “ninguém tem dúvida de que essa é uma crise que tem um componente de fora muito grande” e que as empresas que já declararam perdas pela disparada do dólar “são empresas de grande envergadura e com plenas condições de pagar seus investimentos”.

Em sua opinião, a crise foi motivada pela busca do “lucro abusivo, a partir de uma ganância exagerada”, seguida por uma incerteza em saber quais eram os ativos bons e os podres.

Reportagem de Taís Fuoco, Edição de Mair Pena Neto

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