10 de Março de 2008 / às 19:15 / 10 anos atrás

ATUALIZA-IGP-DI desacelera para 0,38%, menor taxa em sete meses

(Texto atualizado com mais informações).

RIO DE JANEIRO, 10 de março (Reuters) - O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 0,38 por cento em fevereiro, abaixo da alta de 0,99 por cento verificada em janeiro e menor taxa desde julho do ano passado, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta segunda-feira.

A desacleração do IGP-DI refletiu principalmente a menor pressão das matérias-primas brutas, principalmente do tomate. O produto, que havia subido 52,8 por cento em janeiro, caiu 18,73 por cento no mês passado.

“A contribuição do tomate foi de ao menos 0,20 por cento em fevereiro, o que equivale a um terço da queda do IGP-DI”, afirmou o economista da FGV Salomão Quadros.

Outros itens importante como milho, trigo e bovinos também contribuíram para a deflação de 0,13 por cento das matérias-primas brutas em fevereiro.

Em compensação, a soja continuou subindo, apesar da proximidade do início do período de safra.

“A demanda mundial por soja está muito aquecida. A de milho e trigo também. Por isso , quando vier a safra brasileira, talvez a queda de preços agrícolas não seja tão grande como em anos anteriores”, acrecentou Quadros.

Ele ressaltou que esse será um dos fatores para manter a inflação deste ano num patamar um pouco acima do verificado no primeiro semestre de 2007.

Entre os componentes do IGP-DI, o Índice de Preços por Atacado (IPA) subiu 0,52 por cento, ante alta de 1,08 por cento em janeiro.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) ficou estável no mês passado, frente à variação positiva de 0,97 por cento no anterior.

A queda de 0,38 por cento no preço dos alimentos foi a principal responsável pelo recuo do IPC. “Esse não é o padrão de preços do varejo. Há sinais de pressão de alimentos no atacado (oléo de soja e ovos) que devem chegar ao consumidor”, disse o economista da FGV Salomão Quadros.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve alta de 0,40 por cento em fevereiro, acima do aumento de 0,38 por cento em janeiro.

No acumulado em 12 meses, o IGP-DI teve alta de 8,65 por cento, maior nível desde abril de 2005.

Para Quadros, o indicador de 12 meses só terá fôlego para ceder no segundo semestre do ano.

“Nos próximos 2 ou 3 meses não vai baixar. É preciso ter IGPs muito baixos para isso. O boom agrícola no mundo não vai permitir. Só no segundo semestre é que vai haver troca de taxas mais altas por taxas mais baixas”, afirmou.

Por Rodrigo Viga Gaier, edição de Isabel Versiani

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