11 de Setembro de 2008 / às 21:03 / em 9 anos

Lobão descarta, por ora, adotar plano de contingência de gás

Por Isabel Versiani e Fernando Exman

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, descartou, por ora, a adoção de qualquer plano de contingência relacionado aos problemas com o envio de gás boliviano ao Brasil.

Lobão disse que a situação de abastecimento está quase normalizada, depois da interrupção de praticamente metade do volume de 30 milhões de metros cúbicos diários mais cedo, confirmando informação da Transierra, consórcio que opera o gasoduto onde houve o problema.

De acordo com ele, o dano a outra parte do gasoduto que impede o envio de uma parcela de 3 milhões de metros cúbicos diários poderia ser resolvido em dois ou três dias, antes, portanto, da estimativa inicial por parte do governo boliviano de uma solução em até 15 dias.

“A interrupção chegou a 14, próximo de 15 milhões de metros cúbicos (diários), mas agora está quase totalmente restabelecido”, disse o ministro a jornalistas.

Segundo ele, o governo pode contornar com facilidade o problema relacionado aos três milhões de metros cúbicos. O desligamento de apenas uma usina termelétrica, por exemplo, seria suficiente.

“Inicialmente, se aquele volume de gás (15 milhões) fosse interrompido, São Paulo, Rio de Janeiro e outras cidades sofreriam algum abalo, mas com a retomada não haverá nenhum problema, nem para São Paulo nem para outras cidades”, acrescentou o ministro.

Dois terços do gás consumido no Estado de São Paulo são provenientes da Bolívia e uma boa parte da frota de veículos movidos a gás natural veicular (GNV) no Sudeste também depende desse abastecimento.

O ministro disse que o governo da Bolívia enviou tropas para os locais onde ocorreram os problemas e que técnicos da Petrobras também voaram até os locais de helicóptero nesta quinta-feira.

Lobão afirmou que por sorte a válvula que causou o problema maior foi apenas desligada e não quebrou, o que tornou possível o rápido restabelecimento do fluxo de gás.

“Ainda não é uma situação de total segurança, mas fluxo se normalizou”.

O plano de contingência do governo possui vários pontos, mas os principais são a substituição de gás por óleo diesel nas indústrias que estão capacitadas para operar com ambos os combustíveis e também o desligamento de termelétricas movidas a gás natural, mantendo em operação as que são abastecidas com óleo.

“Poderíamos retirar todas as térmicas a gás, sejam elas da Petrobras ou do próprio governo”, disse Lobão sobre o plano.

“Também se produz petróleo injetando gás, e poderemos suspender a injeção de gás por algum tempo, em alguns poucos poços”, acrescentou.

Segundo ele, a possibilidade de racionar a distribuição de GNV, por exemplo, é mais remota.

“O gás automotivo seria uma última opção. Passaríamos a usar gasolina e álcool, que temos de sobra”.

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