11 de Junho de 2008 / às 11:33 / em 10 anos

Bush se diz arrependido por retórica usada antes de guerra

LONDRES (Reuters) - O presidente norte-americano, George W. Bush, admitiu na quarta-feira que sua retórica dura deu ao mundo a impressão de que ele é “um cara muito ansioso para fazer guerra” e disse que, agora, gostaria de ter falado em um tom diferente.

<p>O presidente George W. Bush fala em coletiva conjunta com a chanceler alem&atilde;, Angela Merkel. Photo by Larry Downing</p>

Em uma entrevista ao jornal The Times, Bush disse que seu principal objetivo nos sete meses que faltam para o fim de seu mandato é preparar o terreno diplomático para que seu sucessor resolva a questão do Irã.

Bush mostrou-se arrependido com a divisão na comunidade internacional provocada pela guerra no Iraque, dizendo: “Acho que poderia ter usado um tom diferente, uma retórica diferente”.

Ele admitiu que o uso de frases como “podem vir” e “vivo ou morto” indicaram às pessoas “que eu não era, você sabe, um homem de paz”.

Bush, que está em Berlim na quarta-feira para conversar com a chanceler alemã Angela Merkel sobre como pressionar o Irã para que ele desista de seu programa de enriquecimento de urânio, deve viajar depois a Roma, Paris e Londres para obter apoio para a empreitada.

Apesar das três rodadas de sanções do Conselho de Segurança da ONU, o Irã se recusa a encerrar o programa. Suas autoridades dizem que o objetivo é gerar eletricidade, não armas nucleares.

Bush disse ao Times que quer “deixar uma série de estruturas que permitam ao novo presidente” lidar com questões como o programa nuclear iraniano e o estabelecimento de um Estado palestino.

Bush afirmou que seu sucessor deve continuar as políticas atuais, depois de avaliar “o que vai funcionar e o que não vai funcionar com o Irã”. Ele pediu ao mundo que trabalhe em conjunto e “mantenha o foco”.

Bush ainda manifestou seu apoio ao premiê britânico, Gordon Brown, com quem deve se encontrar no domingo. Brown está passando por um momento difícil, com a queda do apoio ao Partido Trabalhista e à sua liderança.

“(Ele é) muito confiante e muito inteligente, muito capaz”, disse Bush ao jornal. “Ele pode resolver isso.”

Reportagem de Kate Kelland

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