12 de Maio de 2008 / às 21:23 / em 10 anos

ATUALIZA2-PETROBRAS obtém forte crescimento no lucro no 1o tri

(Texto atualizado com mais informações e declarações)

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO, 12 de maio (Reuters) - O lucro líquido da Petrobras (PETR4.SA) saltou 68 por cento no primeiro trimestre deste ano na comparação com igual período do ano passado, alcançando 6,92 bilhões de reais, em meio à redução de despesas e ao aumento da produção de petróleo e gás.

A estatal anunciou que os ganhos antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ficaram em 13,8 bilhões de reais, contra 11 bilhões de reais no primeiro trimestre de 2007.

Analistas consultados pela Reuters esperavam, em média, um lucro líquido de 5,6 bilhões de reais e um Ebitda --uma importante medida do fluxo de caixa-- de 12,6 bilhões de reais.

“O lucro operacional cresceu porque cresceu a produção e cresceram os preços. E trabalhamos na redução dos custos operacionais”, afirmou a jornalistas o diretor financeiro da companhia, Almir Barbassa.

O fato de a empresa ter encerrado no ano passado os gastos extraordinários com contribuições ao fundo de pensão dos funcionários beneficiou fortemente os resultados financeiros, situação que já era, de certa forma, esperada pelo mercado.

A empresa também citou a menor apreciação do real no primeiro trimestre deste ano como um fator que colaborou para o melhor resultado financeiro.

“O lucro líquido cresceu mais porque teve um impacto menor da valorização do real. No primeiro trimestre de 2007 o real se valorizou em 4 por cento e nesse trimestre apenas 1 por cento”, acrescentou Barbassa.

No período de janeiro a março, a empresa reduziu em 1 bilhão de reais a influência negativa do câmbio.

De acordo com o relatório trimestral divulgado pela estatal, a produção brasileira média de óleo e gás cresceu 2 por cento em relação ao primeiro trimestre de 2007, para 2,12 milhões de barris diários, “devido à entrada em operação dos FPSO (plataforma flutuante) Cidade do Rio de Janeiro, Piranema e Cidade de Vitória e das plataformas P-52 e P-54.”

“Vale destacar o crescimento da produção de gás natural doméstico no trimestre: 11 por cento em relação ao 1o trimestre de 2007 e 10 por cento em relação ao trimestre anterior”, informou o comunicado.

A produção de gás natural no Brasil cresceu para 304 mil barris equivalentes por dia, ante 274 mil barris no primeiro trimestre do ano passado.

PROBLEMAS COM EQUIPAMENTOS

Apesar dos bons números, a Petrobras informou ter encontrado dificuldades na área de equipamentos que impediram um maior crescimento da produção.

“Devido a atrasos relacionados à disponibilidade de embarcações de apoio às operações off-shore no primeiro trimestre, a produção não se comportou como o esperado e o pico de produção das unidades P-52 e P-54 ficou adiado para o segundo semestre”, informou a estatal no relatório.

A indústria de petróleo de um modo geral tem enfrentado obstáculos relacionados à disponibilidade de equipamentos para os projetos, além dos custos maiores de materiais e de serviços.

A Petrobras citou ainda problemas com a manutenção da pressão no campo de Golfinho, que impediram produção maior.

PERDA DE AUTO-SUFICIÊNCIA

O consumo maior de diesel no país, devido ao acionamento das usinas termelétricas, e a redução na exportação de óleo combustível, também consumido localmente pelas térmicas, prejudicaram a balança comercial da empresa, que ficou deficitária em 7 mil barris diários no primeiro trimestre, após quatro trimestres superavitários.

A Petrobras exportou 572 mil barris diários de petróleo e derivados no período e importou 579 mil barris.

“A expectativa é de que isso seja temporário (a perda da auto-suficiência), porque temos capacidade instalada de produção, que deve crescer e trazer equilíbrio”, disse Barbassa, acrescentando que em 2008 entrarão mais 590 mil barris diários de produção, dos quais apenas 185 mil foram adicionados no primeiro trimestre.

“Portanto há um potencial de mais de 300 mil barris para ser preenchido e vai depender da condição operacional dos campos”.

Ele informou que a meta da empresa é fechar o ano com produção média de 1,95 milhão de barris diários, o que representa uma redução da meta anterior de 2 milhões de barris.

Barbassa informou que no primeiro trimestre foram captados 5 bilhões de dólares, dos quais 6,4 bilhões de reais já foram desembolsados.

Mais 5 bilhões de dólares serão captados ao longo do ano, sendo 2 bilhões de dólares no mercado de capitais internacional.

O valor de mercado da empresa subiu bastante no primeiro trimestre, 69 por cento, e atingiu 263 bilhões de dólares, mantendo-a na segunda colocação entre as empresas petrolíferas de capital aberto, atrás apenas da norte-americana ExxonMobil (469 bilhões de dólares).

Edição de Marcelo Teixeira

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