12 de Agosto de 2008 / às 20:47 / em 9 anos

Anglo quer duplicar capacidade do sistema Minas-Rio

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Anglo American avalia duplicar a produção de minério de ferro no sistema Minas-Rio, atualmente com capacidade projetada em 26,6 milhões de toneladas por ano, disse o presidente da Anglo Ferrous Brazil, Bernie Pryor.

A Anglo Ferrous Brazil é o novo nome da IronX, que reúne os ativos adquiridos em 5 de agosto pela Anglo por 5,4 bilhões de reais do empresário Eike Batista.

Fazem parte da Anglo Ferrous o sistema Minas-Rio, que deve entrar em operação no final de 2010, e sistema Amapá.

“Apesar de não termos o valor final, provavelmente vamos duplicar a capacidade do Minas-Rio”, disse Pryor, estimando para o início de setembro a operação que vai fechar o capital da Anglo Ferrous Brazil na Bovespa e na bolsa de Toronto.

A empresa comprou 63,3 por cento do capital da IronX, e se conseguir comprar todas as ações dos minoritários o investimento total da empresa pode subir para 8,6 bilhões de reais.

O projeto Minas-Rio, maior aquisição já feita pela Anglo, consiste em um complexo de mina, mineroduto de 525 quilômetros e porto, que demandará investimentos de 3 bilhões de dólares.

“Queremos atrair para o porto o máximo de receita possível, podemos importar carvão e exportar agrícolas, por exemplo”, disse o executivo, ressaltando sem dar detalhes que o projeto do porto também poderá ser ampliado.

Segundo Pryor, o projeto do Amapá, igualmente adquirido do empresário Eike Batista, também deverá ser expandido. Esse sistema hoje já produz 6,5 milhões de toneladas/ano e tem reservas estimadas em 330 milhões de toneladas.

EXPANSÕES

Em sua primeira entrevista como presidente da nova empresa, Pryor afirmou que o Brasil e a África do Sul, onde a Anglo nasceu e possui operações de minério de ferro, são fundamentais para atingir a meta global da companhia de atingir produção de 150 milhões de toneladas da commodity em 2017, que poderá contar ainda com “possíveis novas aquisições”, segundo Pryor.

“A maior parte da nossa expansão virá do Brasil e do projeto de Kumba, mas não nos limitaremos ao Brasil e ao sul da África”, disse o executivo.

Em Kumba, a Anglo produz 30 milhões de toneladas anuais de minério de ferro e, segundo Pryor, também está sendo avaliada a expansão.

Pryor se disse impressionado com a equipe de trabalho que encontrou nas duas empresas adquiridas de Eike, atualmente presidente do Conselho de Administração da Anglo Ferrous Brasil, entre eles alguns ex-empregados da Vale . Mas ele afirmou que pretende contratar mais pessoas.

“Não temos nenhuma política para empregar, só a de trazer gente que faça a diferença”, disse Pryor, se esquivando de responder se traria mais profissionais da mineradora brasileira além do diretor de operações do sistema Minas-Rio, Carlos Gonzalez, que saiu da Vale para a MMX .

Para o sistema Amapá foram contratadas 700 pessoas e para o complexo Minas-Rio, atualmente com 250 pessoas, o objetivo é atingir 1.400. No escritório do Rio de Janeiro, sede da Anglo no Brasil, trabalham mais 150 pessoas.

Há 30 anos no país, a Anglo emprega 4.200 pessoas e controla a Mineração Catalão (nióbio e fosfato) e a Copebrás (fosfato). Está presente nas cidade de Catalão, Ouvidor, Niquelândia e Barro Alto, no Estado de Goiás, e São Paulo e Cubatão, no Estado de São Paulo.

Segundo Pryor, o Brasil não significa apenas minério de ferro para a Anglo e outros minerais poderão ser buscados. No mundo, a empresa tem cinco unidades de negócios: platina e diamante, metais básicos, minério de ferro e carvão.

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