13 de Dezembro de 2007 / às 17:22 / em 10 anos

Mantega garante meta fiscal e vê má vontade da oposição

BRASÍLIA (Reuters) - O governo cumprirá “rigorosamente” a meta fiscal mesmo sem a CPMF, garantiu o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta quinta-feira, deixando para a próxima semana o anúncio de medidas que compensarão a perda de receitas imposta pela derrota no Congresso.

Para o ministro, uma parte da oposição simplesmente não estava disposta a prorrogar o tributo independentemente do que o governo oferecesse como acordo.

“Vamos manter a política de responsabilidade fiscal... Não haverá redução das metas fiscais do país, as metas fiscais que estão programadas para os próximos anos serão cumpridas rigorosamente”, afirmou a jornalistas.

Mantega disse ainda que o governo foi “até o limite” das negociações quando colocou todos os recursos da CPMF à disposição da área de saúde.

“O que falhou é que havia um núcleo da oposição que não queria a negociação”, disse. “Na última hora, mesmo fazendo todas as concessões, oferecendo todos os recursos para a saúde --que era reivindicação de todos os governadores-- não foi possível.”

O fim da CPMF representa uma perda anual de cerca de 40 bilhões de reais em receitas para o governo.

DESONERAÇÃO CONGELADA

O governo também suspendeu as medidas de desoneração estudadas para o setor industrial diante da não-prorrogação da CPMF, segundo o ministro.

Ele disse ainda que o governo pretende revisar o projeto de reforma tributária e apresentá-lo ao Congresso.

“Nós retomaremos a reforma tributária... tão logo façamos essa adaptação da reforma tributária à nova realidade, ela será apresentada ao Congresso”, afirmou.

Questionado, Mantega avaliou que o fim da CPMF não vai atrapalhar o grau de investimento almejado pelo país.

“Não acredito que vá afetar o investment grade uma vez que nós nos comprometemos em manter o superávit primário, mantemos as condições para o que crescimento continue em curso.”

O ministro foi além. Prometeu mais crescimento, mesmo sem a CPMF.

“Eu garanto aos senhores que no ano que vem a economia brasileira cresce numa taxa maior do que está crescendo.” (Reportagem de Raymond Colitt)

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