13 de Agosto de 2008 / às 15:57 / em 9 anos

CONSOLIDA-Vendas no varejo dos EUA caem, preço de importado sobe

Por Glenn Somerville

WASHINGTON, 13 de agosto (Reuters) - As vendas no varejo nos Estados Unidos caíram 0,1 por cento em julho, com uma grande queda no mercado de automóveis, informou o governo norte-americano nesta quarta-feira em um relatório que sugeriu que os consumidores estão tendo dificuldade para manter os gastos num ambiente de aumento dos preços.

Um outro relatório mostrou um salto maior que o esperado nos preços de importados, ressaltando a pressão que o petróleo está exercendo sobre a economia. Nos últimos 12 meses, os preços de importados aumentaram 21,6 por cento --a maior alta em 26 anos.

A queda das vendas no varejo, divulgada pelo Departamento de Comércio, foi a primeira desde fevereiro e indicou que o estímulo do governo aos gastos está perdendo força.

As vendas de automóveis caíram 2,4 por cento, a maior queda desde abril, e 10,5 por cento na comparação com um ano atrás.

“Esses dados são compatíveis com nossa fraca previsão para o consumo na segunda metade de 2008”, disse Joseph Brusuelas, economista-chefe da Merk Investments.

“Num ambiente de aperto do crédito, o mercado de trabalho deteriorado e os preços elevados agirão como um importante obstáculo ao consumo.”

Os preços de importados aumentaram 1,7 por cento em julho, segundo o Departamento de Trabalho. Os preços do petróleo subiram 4,0 por cento frente a junho e estão 79,2 por cento mais altos que em julho de 2007, enquanto os preços de importados não ligados a petróleo avançaram 0,9 por cento pelo segundo mês consecutivo.

“Há um potencial de inflação fora do petróleo e os mercados de crédito estão um pouco apreensivos, esperando a propagação da alta dos preços dos alimentos e da energia”, disse Gary Thayer, economista sênior da Wachovia Securities, em St. Louis.

Os preços de bens importados da China --fornecedor chave de produtos de consumo aos EUA-- aumentaram 0,9 por cento em julho e estão 5,3 por cento mais altos que no ano passado, o maior aumento em 12 meses desde que o Departamento de Trabalho começou o levantamento dos dados, em dezembro de 2003.

Em outro relatório, o Departamento de Comércio informou que os estoques empresariais em junho aumentaram 0,7 por cento, mais que o esperado, apesar das vendas relativamente altas. Os varejistas, entretanto, cortaram os estoques de bens não vendidos pelo segundo mês consecutivo.

ALÍVIO NOS PREÇOS DA GASOLINA

Os altos preços da gasolina estão interferindo na venda de novos veículos, mas, excluindo automóveis, as vendas no varejo subiram 0,4 por cento em julho --em linha com as previsões e seguindo o aumento de 0,9 por cento de junho.

Antes da divulgação do relatório, economistas disseram que o consumo estava sendo sustentado pelo pacote de estímulo do governo, mas que isso estava perdendo força porque a maioria dos cheques de restituição já tinha sido emitida.

Os preços de muitos itens alimentícios estão aumentando e houve uma leve acomodação dos preços de gasolina durante o mês.

O Departamento disse que as vendas de gasolina em julho aumentaram 0,8 por cento, após um salto de 4,0 por cento em junho. Refletindo os preços mais altos, as vendas de gasolina estavam 24,6 por cento mais altas que em julho do ano passado.

Excluindo a gasolina, as vendas no varejo em julho caíram 0,2 por cento depois de um declínio de 0,1 por cento em junho.

A alta recorde dos preços de gasolina forçaram os norte-americanos a reduzir a quilometragem rodada.

Contribuição de Doug Palmer e Tom Doggett em Washington e de Al Yoon e Ellen Freilich em Nova York

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