13 de Outubro de 2008 / às 19:28 / em 9 anos

CONSOLIDA-BC volta à ação, altera compulsório e libera R$47 bi

Por Isabel Versiani

BRASÍLIA/SÃO PAULO, 13 de outubro (Reuters) - O Banco Central promoveu nova rodada de ajustes nas regras dos compulsórios nesta segunda-feira, que podem liberar mais 47,1 bilhões de reais na economia.

Além disso, o BC autorizou bancos de médio porte --com patrimônio de referência de até 7 bilhões de reais-- a ter suas carteiras de crédito compradas por outras instituições que queiram usar 70 por cento dos depósitos compulsórios sobre depósito a prazo para isso.

Há dez dias, o BC havia anunciado que somente instituições com patrimônio de referência de até 2,5 bilhões de reais poderiam colocar suas carteiras de crédito à venda por conta da medida. O BC também havia determinado que os compradores iriam utilizar até 40 por cento dos compulsórios.

O BC expandiu ainda a lista de papéis que podem ser comprados com a parcela de 70 por cento dos compulsórios à prazo, para direitos creditórios oriundos de operações de leasing e títulos de renda fixa emitidos por entidades privadas não-financeiras integrantes de fundos de investimento, entre outros.

Em esforço extra para aumentar a liquidez na economia, o BC aumentou o valor que pode ser deduzido do cálculo do compulsório sobre depósitos a prazo para 2 bilhões de reais. Na semana passada, esse desconto havia sido determinado em 700 milhões de reais.

Para o recolhimento do chamado compulsório adicional --que é remunerado pelo BC-- sobre depósitos à vista, a prazo e de poupança, o desconto foi elevado para 1 bilhão de reais, de patamar anterior de 300 milhões de reais.

Pela manhã, o BC havia pré-disponibilizado 100 bilhões de reais dos recolhimentos compulsórios sobre depósitos a prazo, sobre os depósitos internfinanceiros e sobre a exigibilidade adicional de depósitos à vista e a prazo, mas deixou claro que a liberação efetiva destes recursos dependia das “necessidades de liquidez” dos mercados.

REDESCONTO

O BC também definiu as regras para a recompra de ativos usados como garantia em operações de redesconto que venham a ser realizadas.

As instituições terão de pagar o valor recebido do BC pelos ativos, corrigido pela variação da taxa básica de juro mais 4 por cento ao ano.

Além disso, o BC explicou que as empresas que fizerem uso do redesconto poderão recomprar os ativos --totais ou parciais-- de forma antecipada.

Texto de Renato Andrade e Daniela Machado; Edição de Alexandre Caverni

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