14 de Novembro de 2007 / às 15:03 / em 10 anos

Vendas de combustíveis no país crescem 6,6%, puxadas por álcool

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO, 14 de novembro (Reuters) - As vendas de combustíveis no Brasil cresceram 6,6 por cento no acumulado de janeiro a setembro, na comparação com igual período do ano passado, com o álcool sendo o principal fator na alta, informou nesta quarta-feira a BR Distribuidora.

Segundo a subsidiária da Petrobras (PETR4.SA), o volume comercializado até o momento em 2007 está 4 bilhões de litros maior que no ano passado, com o aumento da atividade econômica elevando a demanda.

As vendas globais de álcool cresceram pouco mais de 30 por cento. Mas parte desse aumento, segundo o presidente da BR, José Eduardo Dutra, deve-se a um efeito contábil, com o aumento da formalidade no setor devido à fiscalização mais rígida, principalmente no Estado de São Paulo.

“No caso do álcool tem um componente regulatório. Tinha muito álcool no mercado que era clandestino”, afirmou Dutra a jornalistas após participar de evento em um posto da BR no Rio de janeiro.

Em 2006, as vendas de derivados haviam subido 4,8 por cento em relação a 2005.

Entre os outros combustíveis, o diesel registrou aumento de 4,5 por cento nas vendas no mesmo período, e a querosene de aviação teve acréscimo de 9 por cento. As vendas de gasolina ficaram praticamente estáveis (variação positiva de 0,7 por cento).

Dutra acredita que se a economia mantiver em 2008 ritmo de crescimento próximo de 5 por cento, as vendas de derivados no ano que vem deverão aumentar cerca de 6 por cento.

Sobre o mercado de distribuição, ele não descartou novas aquisições destinadas a elevar a fatia da BR.

“A minha política é de continuidade e vamos continuar expandindo...”.

GNV

Dutra disse que a empresa não pretende adotar qualquer ação restritiva sobre o mercado de GNV (gás natural veicular) e que fará os investimentos necessários para atender a demanda.

“Hoje, independente de novas conversões, já existe um mercado de 1,4 milhão de veículos (com GNV) que vão ter que ser atendidos pela distribuidoras”, afirmou.

“Não cabe a nós discutir formulação de política. A BR procura buscar o mercado existente. Essa é nossa posição enquanto uma empresa comercial e competitiva”.

Recentemente, membros do governo federal falaram sobre possíveis mudanças no mercado de gás veicular, destinadas a frear a expansão da frota, devido à escassez de gás no Brasil.

“Em todos os lugares, quando houver garantia de fornecimento de GNV, a BR vai procurar expandir”, afirmou Dutra.

Texto de Marcelo Teixeira

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