14 de Outubro de 2008 / às 19:39 / 9 anos atrás

Aérea Azul antecipa estréia no Brasil para início de dezembro

RIO DE JANEIRO, 14 de outubro (Reuters) - A pedido do governo federal, a recém montada companhia aérea Azul afirmou que vai antecipar para o começo de dezembro a estréia de suas operações no país, informou nesta terça-feira o diretor de relações institucionais da empresa, Adalberto Febeliano.

A Azul teve que arrendar dois aviões da norte-americana JetBlue (JBLU.O) para poder atender ao anseio do governo e iniciar as atividades no começo de dezembro.

A companhia previa inicialmente começar a operar em janeiro de 2009, mas já cogitava entrar no mercado brasileiro no fim deste ano.

"Não se trata de pressa. É necessidade. O mercado precisa de mais um concorrente. É o que as autoridades estão sentindo", disse Febeliano a jornalistas após evento na Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro.

"O plano original da Azul era só ter avião Embraer (EMBR3.SA) novo, mas como antecipamos nos vimos obrigados a trazer dois aviões arrendados. Todos os gabinetes (de Brasília) pediram para a gente antecipar", acrescentou o executivo. Ele não revelou o primeiro destino da empresa pois "faz parte da estratégia de marketing da companhia".

A Azul pretende operar no ano que vem com 16 aeronaves e voar para nove cidades. A meta é transportar mais de 1 milhão de clientes. Em 2010, a empresa espera ter 2,5 milhões de clientes, 26 aviões e voar para 15 cidades.

"Nosso objetivo é oferecer voôs diretos. Queremos conquistar novas parcelas de mercado que não voam hoje com as companhias existentes", afirmou o executivo.

CRISE FINANCEIRA

O executivo acredita que os planos da Azul para o Brasil não serão afetados pelo crise financeira internacional uma vez que o mercado nacional tem um "enorme potencial para ser três ou quatro vezes maior do que é hoje".

Segundo Febeliano, uma mudança de rota ocorreria só se a crise for muito profunda. "Se houver uma super, hiper, mega crise talvez tenhamos que repensar alguma coisa e adiar entrega de aviões... Os planos da Azul estão ligados ao potencial de crescimento do mercado brasileiro", avaliou o executivo ao lembrar que há cinco anos o mercado de avição do Brasil cresce em um patamar acima de 10 por cento.

"O mercado brasileiro movimenta cerca de cinquenta milhões de pessoas, mas tem condições de chegar a 200 milhões", acrescentou.

Um dos meios de fugir dos efeitos da crise é a negociação de financiamento em reais com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para a compra de aviões da Embraer.

A alta do dólar também preocupa o executivo, mas como a Azul negocia empréstimos em reais o impacto pode ser menor que das concorrentes que fazem leasing de aviões em dólar, afirmou.

Reportagem de Rodrigo Viga Gaier; Edição de Alberto Alerigi Jr.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below