14 de Março de 2008 / às 10:43 / em 10 anos

Lojas são queimadas no Tibet em meio a manifestações

Por Lindsay Beck e Chris Buckley

<p>Monges tibetanos conversam no monast&eacute;rio de Kumbum Monaster, em Qinghai. Photo by Nir Elias</p>

PEQUIM (Reuters) - Lojas foram incendiadas em meio à violência em Lhasa, capital do Tibet, na sexta-feira, disseram testemunhas, num momento em que a região vive uma nova onda de protestos nas ruas.

O domínio chinês no remoto e budista Tibet se tornou motivo de críticas antes dos Jogos Olímpicos de Pequim, com manifestações em todo o mundo para lembrar o 49o aniversário da frustrada revolta tibetana contra o governo comunista chinês.

Centenas de pessoas voltaram às ruas de Lhasa num desafio às autoridades chinesas, apesar da forte presença policial e do fechamento de mosteiros, disseram fontes com conhecimento da região.

“A polícia está em todos lugares”, disse o dono de um café de Lhasa por telefone. “Há grandes problemas.”

Uma reportagem da agência de notícias chinesa Xinhua citou testemunhas que disseram que várias lojas foram queimadas e empresas locais foram fechadas.

Na sexta-feira entre 300 e 400 monges e moradores protestaram em Lhasa, disse uma testemunha de acordo com o relato de uma fonte, encerrando uma semana de protestos diários na região.

“Alguns estão bravos e outros assustados. As forças de segurança estão vasculhando as casas para ver se há monges escondidos”, disse a fonte, que mantém contato com moradores do Tibet.

Centenas de monges do mosteiro de Labrang na província de Gansu, sudoeste do país, também promoveram uma marcha até a cidade de Xiahe, segundo a Free Tibet Campaign, citando fontes de Dharamsala, sede do governo tibetano no exílio.

Mais de 10 monges foram presos e tanques patrulham a praça próxima ao palácio Potala, uma das maravilhas arquitetônicas do mundo que já foi a residência de inverno do líder espiritual tibetano Dalai Lama.

(Reportagem adicional de Ben Blanchard e Benjamin Kang Lim)

Por Lindsay Beck e Chris Buckley

PEQUIM, 14 de março (Reuters) - Lojas foram incendiadas em meio à violência em Lhasa, capital do Tibet, na sexta-feira, disseram testemunhas, num momento em que a região vive uma nova onda de protestos nas ruas.

O domínio chinês no remoto e budista Tibet se tornou motivo de críticas antes dos Jogos Olímpicos de Pequim, com manifestações em todo o mundo para lembrar o 49o aniversário da frustrada revolta tibetana contra o governo comunista chinês.

Centenas de pessoas voltaram às ruas de Lhasa num desafio às autoridades chinesas, apesar da forte presença policial e do fechamento de mosteiros, disseram fontes com conhecimento da região.

“A polícia está em todos lugares”, disse o dono de um café de Lhasa por telefone. “Há grandes problemas.”

Uma reportagem da agência de notícias chinesa Xinhua citou testemunhas que disseram que várias lojas foram queimadas e empresas locais foram fechadas.

Na sexta-feira entre 300 e 400 monges e moradores protestaram em Lhasa, disse uma testemunha de acordo com o relato de uma fonte, encerrando uma semana de protestos diários na região.

“Alguns estão bravos e outros assustados. As forças de segurança estão vasculhando as casas para ver se há monges escondidos”, disse a fonte, que mantém contato com moradores do Tibet.

Centenas de monges do mosteiro de Labrang na província de Gansu, sudoeste do país, também promoveram uma marcha até a cidade de Xiahe, segundo a Free Tibet Campaign, citando fontes de Dharamsala, sede do governo tibetano no exílio.

Mais de 10 monges foram presos e tanques patrulham a praça próxima ao palácio Potala, uma das maravilhas arquitetônicas do mundo que já foi a residência de inverno do líder espiritual tibetano Dalai Lama.

Reportagem adicional de Ben Blanchard e Benjamin Kang Lim

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