14 de Março de 2008 / às 14:06 / em 10 anos

Maior frota flex impede alta de preços da gasolina--PETROBRAS

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO, 14 de março (Reuters) - A expansão do mercado de álcool combustível no Brasil, com o crescimento da frota de veículos bicombustíveis, impede um eventual repasse da alta do petróleo para o mercado brasileiro de gasolina, disse o diretor de Abastecimento da Petrobras (PETR4.SA), Paulo Roberto Costa, nesta sexta-feira.

Ele destacou que, se a Petrobras reajustar o preço da gasolina, os consumidores optariam de forma ainda mais ampla pelo combustível concorrente.

“No caso da gasolina, nós temos de fazer uma avaliação com o concorrente dela, que é o álcool. Dentro de uma política comercial não faz sentido nós aumentarmos o preço da gasolina de forma abrupta se com isso me causará mais perda de mercado do que está ocorrendo hoje”, afirmou ele, destacando o crescimento da frota flex no país.

Esse foi um novo argumento usado pela Petrobras para não reajustar o preço da gasolina desde 2005.

Antes, a Petrobras alegava que mantinha os preços porque adotada uma política de ajuste de longo prazo e que aguardava por uma consolidação de um novo patamar de preço do petróleo.

Nesta semana, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que o governo fará de tudo para manter o preço da gasolina, combustível que pesa nos índices de inflação e no bolso do consumidor.

“É bem possível ainda que neste ano a gente já tenha um volume de vendas de álcool maior do que de gasolina no Brasil”, ressaltou Costa.

“Temos uma frota crescente de flexfuel que já representa 20 por cento do total e dá a opção ao consumidor de escolher o combustível que ele quer colocar no seu veículo”, acrescentou Costa, ao lembrar que as frotas de carros movidos apenas a álcool ou gasolina também está sendo reduzida.

Segundo Costa, a empresa não tem como compensar esse período sem ajuste no preço da gasolina com a exportação do combustível, uma vez que a qualidade do produto nacional ainda está aquém do padrão internacional.

O diretor da Petrobras, que esteve nesta manhã no Palácio Guanabara para a assinatura de um convênio com a Companhia de Água e Esgoto do Rio, disse que a alta do petróleo no mercado internacional para cerca de 110 dólares o barril tem um “componente especulativo e que não parece sustentável”.

“A demanda e a oferta estão equilibradas e existe um grau de especulação muito forte nesse mercado, me parece que no longo prazo esse preço não vai ter sustentação”, afirmou ele.

Segundo Costa, “a Petrobras vai continuar analisando e avaliando seus números e quando tiver uma posição mais sólida de análise de preços pode ser feito um ajuste, mas no curto prazo não tem nenhuma posição”.

Edição de Roberto Samora e Camila Moreira

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