15 de Julho de 2008 / às 13:50 / 9 anos atrás

CÂMBIO-Inflação nos EUA desagrada e dólar recua

SÂO PAULO, 15 de julho (Reuters) - O dólar operava em baixa nesta terça-feira no mercado de câmbio brasileiro, acompanhando a queda generalizada da moeda no mercado externo, depois de dados desanimadores sobre a inflação nos Estados Unidos.

Às 10h45 (horário de Brasília), a moeda americana BRBY apresentava baixa de 0,06 por cento, cotada a 1,594 real.

Segundo Carlos Alberto Postigo, operador de câmbio do Banco Paulista, o mercado reflete em boa medida a piora no humor depois da divulgação do comportamento dos preços no atacado dos EUA em junho.

O índice (PPI, na sigla em inglês) registrou alta de 1,8 por cento no mês passado, superando as expectativas. O núcleo do indicador, entretanto, veio mais contido, com alta de apenas 0,2 por cento.

O resultado das vendas no varejo norte-americano também não ajudaram. Analistas esperavam uma alta de 0,4 por cento, mas o resultado de junho foi um magro avanço de 0,1 por cento.

Os mercados acionários davam sustentação ao tom negativo vivido no câmbio. O principal índice da bolsa de valores de São Paulo (Bovespa) operava em queda de 1,95 por cento. Na Europa, os índices também marcavam quedas de 2 por cento. Em Wall Street, todos os três principais índices abriram em terreno negativo.

"O dólar (no mercado interno) está acompanhando o mercado externo de moedas. O dólar está caindo muito frente ao euro", disse Licínio Silva Neto, diretor da Hencorp Commcor Corretora.

Após a divulgação dos índices de inflação e vendas no varejo dos EUA, o dólar ampliou sua queda frente .DXY a uma cesta de moedas globais.

O mercado acompanha ainda nesta sessão os depoimentos do chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, e do presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles.

A prestação de contas de Bernanke para o Senado norte-americano ganha ainda mais importância após o anúncio de uma ajuda do governo para as duas principais concessoras de hipotecas do país.

"Nós tivemos o socorro do governo para as duas seguradoras. E nesses últimos dias estamos vendo um movimento de realização de lucros, o pessoal tem apostado nessas oscilações fortes", disse um operador, que pediu para não ser identificado.

Por Fabio Gehrke; Edição de Renato Andrade

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