15 de Maio de 2008 / às 19:17 / 9 anos atrás

Fluxo e alta das bolsas promovem queda do dólar ante real

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em queda nesta quinta-feira, reagindo ao ingresso de recursos em meio à influência favorável das bolsas de valores internacionais.

A moeda norte-americana terminou o dia a 1,655 real, com baixa de 0,48 por cento. A queda acumulada na semana, mesmo com a alta de quarta-feira, é de 1,84 por cento.

"(O dólar) reagiu um pouco a fluxo... e um pouco ao mercado externo, no que tange à bolsa de valores", disse Jorge Knauer, gerente de câmbio do Banco Prosper, no Rio de Janeiro.

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) chegou a bater novo recorde intradia durante a tarde, impulsionada pelo bom desempenho das ações da Vale . Em Nova York, os principais índices de ações também exibiam alta.

A queda do dólar colocou a taxa de câmbio perto dos menores patamares desde 1999. Por isso, avalia Knauer, pode haver resistência para a continuidade da queda nos próximos dias.

"Está chegando o momento de se ter uma posição um pouco menor. Mas a posição ganhadora ainda é a vendida (que aposta na baixa do dólar)", comentou.

Para Sidnei Nehme, diretor-executivo da NGO Corretora, a principal resistência a uma queda mais profunda deve vir dos bancos, que detinham no final de abril mais de 12 bilhões de dólares em posições compradas no mercado à vista.

"Os bancos continuam atuando no sentido de não permitir baixa excessiva (do dólar) para não contabilizarem perdas nas vendas de seus estoques", analisou em relatório.

Na opinião dele, a formação do fundo soberano nacional pode ser uma boa oportunidade para os bancos se desfazerem desse montante. A intensificação das compras de dólares pelo governo deve elevar o dólar, mas será um movimento pontual, disse.

"Quando os bancos perceberem a presença do comprador deverão 'puxar' as taxas objetivando otimizar o ganho."

Com a redução das posições compradas no mercado à vista, Nehme avalia que as operações de arbitragem no mercado futuro devem ganhar força, intensificando a queda do dólar. O efeito seria contrário a uma das intenções declaradas do governo com o fundo soberano --amenizar a valorização do real.

Nesta sessão, a atuação do Banco Central ocorreu no final da manhã. A autoridade monetária aceitou ao menos duas propostas, segundo um operador, no leilão de compra de dólares para composição das reservas internacionais. A taxa de corte na operação foi de 1,6602 real.

Edição de Vanessa Stelzer

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