15 de Agosto de 2008 / às 17:19 / em 9 anos

Gabrielli diz que queda do petróleo é temporária

<p>Imagem de arquivo do presidente da Petrobras, Jos&eacute; Sergio Gabrielli, durante congresso em Madri. Gabrielli descartou que a queda no valor de mercado da companhia esteja ligada &agrave;s especula&ccedil;&otilde;es sobre a cria&ccedil;&atilde;o de uma nova estatal do petr&oacute;leo que poderia enfraquecer a empresa. Photo by Susana Vera</p>

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, descartou que a queda no valor de mercado da companhia esteja ligada às especulações sobre a criação de uma nova estatal do petróleo que poderia enfraquecer a empresa.

Segundo Gabrielli, a queda acompanha a desvalorização do petróleo, um movimento de curto prazo e que deve ser invertido.

“Não, acredito que a queda do valor de mercado está associada ao preço do petróleo, como caiu a Shell e como caíram todas as empresas (petrolíferas) do mundo”, disse ele a jornalistas durante evento do Programa Ambiental da companhia.

Para o executivo, a queda do preço do petróleo não é definitiva, e ele prevê que o preço subirá assim como caiu.

“Da mesma maneira que quando o preço chegou ao recorde a gente disse que era alta de curto prazo, da mesma maneira achamos que é também um movimento de queda de curto prazo”, disse ele.

“É previsível que estejamos em uma tendência de queda, mas não é definitiva, vai voltar a crescer”.

PRÉ-SAL

Ele se recusou a comentar sobre a possível criação de uma empresa para gerir os recursos do pré-sal afirmando que “nada está decidido” e que só vai discutir o assunto no âmbito da comissão interministerial criada pela presidência.

Perguntado se a Petrobras teria condições de explorar sozinha as áreas do pré-sal, como já foi especulado por alguns defensores da nacionalização da commodity, Gabrielli lembrou que são necessários muitos recursos para desenvolver o pré-sal “até porque é uma província extremamente grande e o que conhecemos hoje é limitado”.

A faixa do pré-sal se estende por 800 quilômetros do Espírito Santos a Santa Catarina e até o momento apenas 25 por cento foi explorada.

Na bacia de Santos a Petrobras perfurou sete blocos e apenas no de Tupi avançou até estimativas de reservas, que podem conter de 5 a 8 bilhões de barris de óleo equivalente, quase a metade da reserva atual da empresa.

“Tupi, com o conhecimento que nós temos, dá para desenvolver, mas o problema são as áreas que não conhecemos, e que devem ser tratadas de forma diferente.”

Segundo Gabrielli, para as áreas não-conhecidas é necessário “um novo marco regulatório, uma nova situação e novos investidores”.

Os recursos para o desenvolvimento no campo de Tupi e dos outros blocos que a Petrobras possui com parceiros na bacia de Santos estarão incluídos no plano de negócios 2009-2013 que está sendo elaborado pela Petrobras e deve ser divulgado em setembro.

Gabrielli não quis antecipar em quanto deverá aumentar o atual plano de 112,7 bilhões de dólares até 2012.

“Temos 2.500 projetos em análise, não dá para saber ainda”, explicou.

Reportagem de Denise Luna

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