15 de Abril de 2008 / às 19:06 / em 10 anos

McCain propõe cortar impostos e critica adversários democratas

Por Steve Holland

PITTSBURGH (Reuters) - O candidato do Partido Republicano à Presidência dos EUA, John McCain, defendeu na terça-feira a adoção de um período de isenção fiscal para a gasolina devido aos altos preços do combustível no país.

A medida integraria um grande plano voltado à recuperação da economia norte-americana.

McCain, acusado por seus rivais do Partido Democrata Barack Obama e Hillary Clinton de tentar dar continuidade às políticas econômicas do atual presidente do país, George W. Bush, propôs conceder descontos fiscais para os que auferem uma renda média, acusou os adversários de planejarem aumentar os impostos e tentou distanciar-se do atual governo.

Entre suas sugestões, aquela com efeito mais imediato para a população seria seu apelo ao Congresso dos EUA para suspender a cobrança do imposto federal de 18,4 por cento cobrado sobre a gasolina e de 24,4 por cento cobrado sobre o diesel, entre o Dia do Memorial, no fim de maio, ao Dia do Trabalho, no começo de setembro.

Os norte-americanos gastam hoje mais do que nunca para abastecer seus veículos já que o preço médio da gasolina atingiu um novo recorde de 3,39 dólares o galão e deve elevar-se ainda mais no verão deste ano (no Hemisfério Norte).

“O efeito (da isenção) será um estímulo econômico imediato”, afirmou McCain em um discurso no qual tratou da economia.

O candidato propôs também eliminar paulatinamente a alternativa do imposto mínimo, um imposto criado a princípio para garantir que a parcela mais rica da população, que recebe vários descontos fiscais, pagasse um montante mínimo de imposto. Hoje, no entanto, milhões de norte-americanos pagam tributos maiores devido a esse esquema.

McCain, senador pelo Estado do Arizona, afirmou desejar fazer com que mais de 25 milhões de famílias da classe média norte-americana economizassem mais de 2.000 dólares por ano.

O candidato também propôs diminuir os encargos para os empréstimos estudantis e dobrar os descontos por dependente dos atuais 3.500 dólares para 7.000 dólares.

Obama acusou o adversário republicano de tentar prorrogar os descontos fiscais adotados por Bush e que McCain a princípio havia criticado.

“John McCain parece pensar que a era Bush foi bastante boa”, disse Obama. “Na verdade, ele concorre em nome de um terceiro mandato para Bush. Ele está oferecendo mais do mesmo.”

McCain usou seu discurso não apenas para tentar distanciar-se do governo Bush (republicano), mas também para acusar os dois pré-candidatos democratas de gastarem demais.

Segundo o senador pelo Arizona, os planos de gasto dos democratas acabariam provocando uma elevação dos impostos para “os norte-americanos de todas as classes sociais.”

McCain afirmou ainda ser possível economizar 100 bilhões de dólares eliminando desperdícios, realizando “reformas orçamentárias” entre as quais um esforço para tornar mais eficientes alguns programas do governo, e usando economias para pagar pelos descontos nos impostos cobrados sobre o faturamento das empresas.

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