16 de Julho de 2008 / às 14:57 / 9 anos atrás

BOVESPA-Índice tem leve alta e monitora mercado externo

SÃO PAULO, 16 de julho (Reuters) - A Bolsa de Valores de São Paulo subia nesta quarta-feira, monitorando a alta dos mercados internacionais depois que o petróleo recuou cerca de 5 dólares em Nova York.

Após duas altas consecutivas, o Ibovespa .BVSP custou a firmar tendência e revezou altas e baixas desde a abertura do pregão. Às 11h55, o principal índice da bolsa paulista registrava alta de 0,4 por cento, aos 61.264 pontos.

O giro financeiro na bolsa era de 1,8 bilhão de reais.

“Depois de a Bovespa subir dias na contramão de Wall Street, os investidores estão preferindo seguir o movimento de Nova York mais de perto”, disse Luiz Roberto Monteiro, assessor de investimentos da corretora Souza Barros.

Os ganhos do índice eram sustentados pelos setores de telecomunicações e financeiro. As ações preferenciais do Itaú ITAU4.SA tinham ganho de 4,2 por cento, valendo 31,67 reais.

As preferenciasi da Brasil Telecom Participações BRTP4.SA subiam 6 por cento, a 24,39 reais.

A operadora divulgou seus resultados do segundo trimestre na noite de terça-feira e agradou analistas. “Os números vieram um pouco acima das expectativas”, comentou o Morgan Stanley em relatório.

As blue chips, pela terceira sessão seguida, caíam na contramão do mercado. As preferenciais da Vale (VALE5.SA) cediam 2 por cento, a 42,59 reais. Nesta quarta-feira será divulgado o preço para as ações que serão vendidas na oferta primária da mineradora.

“Os estrangeiros seguem vendendo ações da companhia”, contou Monteiro.

As preferenciais da Petrobras (PETR4.SA) perdiam 2,6 por cento, a 39,50 reais, ressentindo-se da queda do petróleo.

Em Wall Street, o índice Dow Jones .DJI passou a subir mais de 1 por cento, também valendo-se de outra derrocada do petróleo.

Na terça-feira, a commodity teve a maior queda diária em dólares dos últimos 17 anos, pela expectativa de queda na demanda e por operações de “stop loss”, em que investidores vendem ativos para limitar perdas.

Esse movimento se sobrepunha à preocupação criada com a notícia de que os preços ao consumidor nos Estados Unidos tiveram alta de 1,1 por cento em junho, acima da previsão de analistas, que esperavam avanço de 0,7 por cento.

Reportagem de Aluísio Alves; Edição de Daniela Machado

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