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Ministro francês diz que tratado da UE não morreu

PARIS (Reuters) - O ministro francês de Assuntos Europeus disse a um jornal na segunda-feira que o tratado da União Européia rejeitado pelos irlandeses pode ser salvo caso o processo de revisão das instituições do bloco seja atrasado.

“Não acho que possamos dizer que o tratado de Lisboa esteja morto, mesmo se o processo de ratificação for atrasado”, disse ao jornal Le Figaro Jean-Pierre Jouyet, secretário de Estado de Assuntos Europeus.

O resultado do referendo irlandês será o grande assunto da cúpula de líderes da União Européia. A França está particularmente preocupada, já que se prepara para assumir a Presidência rotativa do bloco de 27 países em julho.

A França está entre os países que pedem que o processo continue, apesar da rejeição ao tratado, aprovado por 18 países, mas que precisa da aprovação de todos os 27 países-membros para entrar em vigor.

“Esperamos que o processo de ratificação continue. Temos de assegurar que os irlandeses tenham tempo para refletir. Com eles, encontraremos uma solução”, disse Jouyet.

Ele disse que a França continuaria em busca dos objetivos que estabeleceu para sua Presidência apesar da votação, que deve prolongar as incertezas que surgiram quando a proposta de Constituição para a União Européia, feita em 2005, foi rejeitada por irlandeses e franceses.

“(A Presidência) não será afetada fundamentalmente”, disse ele. “Ainda temos os meios para implementar as políticas necessárias para a Europa.”

Reportagem de James Mackenzie

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