16 de Outubro de 2008 / às 11:07 / em 9 anos

RPT-McCain e Obama partem para o ataque no último debate nos EUA

(Repete matéria publicada no final da quarta-feira)

Por John Whitesides

HAMPSTEAD, Estados Unidos, 16 de outubro (Reuters) - O republicano John McCain e o democrata Barack Obama promoveram um áspero debate nesta quarta-feira durante o último e mais agressivo confronto antes das eleições presidenciais de 4 de novembro, com McCain criticando os planos tributários do rival, o tom de sua campanha e o seu relacionamento com um ex-radical da década de 1960.

Os rivais presidenciais reclamaram sobre a abordagem negativa da campanha um do outro durante um tenso e muitas vezes impaciente debate, que apresentou repetidas discussões sobre “Joe, o encanador” -- um pequeno empresário com quem Obama encontrou-se em Chicago.

McCain também pediu a Obama que explicasse sua relação com o ex-radical dos anos 1960 William Ayers, com quem Obama chegou a trabalhar em um conselho comunitário em Chicago. Obama disse que ele era apenas um conhecido.

“O senhor Ayers não está envolvido na minha campanha”, afirmou o democrata.

McCain, senador por Arizona de 72 anos, entrou no debate sob intensa pressão para desempenhar uma performance boa a ponto de ajudá- lo a virar a corrida presidencial, que tornou-se favorável a Obama depois de semanas de turbulência econômica e quedas nos mercados de ações.

Pesquisas de opinião mostram que mais eleitores dizem confiar na condução de Obama para a economia, que tem ditado o tom das discussões da campanha, jogando para escanteio a experiência de McCain em política externa e militar.

McCain repetidas vezes criticou Obama ao longo do debate, adotando um tom mais agressivo do que nos dois encontros anteriores. Ele repreendeu Obama por frequentemente tentar relacioná-lo às políticas do presidente George W. Bush.

“Senador Obama, eu não sou o presidente Bush. Se você queria concorrer contra o presidente Bush, deveria ter concorrido há quatro anos”, afirmou McCain.

Obama, 47 anos, disse que às vezes tinha problemas para identificar a diferença.

“Se ocasionalmente eu confundi as suas políticas com as do presidente George Bush, é porque nas questões macroeconômicas que importam aos cidadãos americanos, na política tributária, na política energética, nas prioridades dos gastos, você tem sido um vigoroso aliado do presidente Bush”, disse Obama.

Ambos admitiram que o tom da campanha era áspero e acusaram-se mutuamente por fomentar esse clima negativo. McCain disse que Obama havia gasto mais dinheiro em anúncios negativos do que qualquer outro candidato na história, enquanto Obama citou um recente estudo que mostrou que 100 por cento dos anúncios de McCain haviam sido negativos.

JOE, O ENCANADOR

Os candidatos batalharam sobre suas políticas tributárias e prometeram ajudar norte-americanos como “Joe, o encanador”.

McCain foi para a ofensiva logo no início, criticando a proposta de Obama de aumentar impostos para contribuintes que ganham mais de 250 mil dólares anuais e dizendo que isso afetaria pequenos empresários como Joe, com quem Obama encontrou-se durante a campanha.

“Por que você iria querer aumentar os impostos de qualquer um agora?”, perguntou McCain a Obama. “Nós precisamos estimular os negócios.”

Obama disse que seu plano reduziria impostos para 95 por cento dos americanos e que os aumentaria para apenas uma fatia dos norte- americanos com maior renda, enquanto McCain concederia benefícios fiscais a companhias de petróleo e gás.

“Nós ambos queremos cortes de impostos”, disse Obama, senador por Illinois, no terceiro e último debate entre presidenciáveis na Universidade Hofstra. “A diferença é de quem nós queremos cortar impostos.”

Diversas pesquisas de opinião mostram que os ataques de McCain ao caráter de Obama têm saído pela culatra, aumentando as opiniões desfavoráveis sobre McCain entre eleitores que procuram soluções para a economia.

O debate focou a política interna e a economia. Obama e McCain sentaram-se em uma bancada com o moderador Bob Schieffer, da CBS News, em vez de se apresentarem em pé em um palco, como no primeiro debate.

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