17 de Abril de 2008 / às 19:26 / 9 anos atrás

JURO-Projeções mais curtas sobem e longas caem após Copom

Por Vanessa Stelzer

SÃO PAULO, 17 de abril (Reuters) - O mercado futuro de juros reagiu nesta quinta-feira como o esperado à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom): os contratos de curto prazo subiram e os mais longos recuaram. Isso porque, ao elevar a Selic de forma mais agressiva, o Banco Central sugeriu um ciclo menor de aperto monetário.

O Depósito Interfinanceiro (DI) julho de 2008 foi o mais procurado, com mais de 915 mil contratos negociados, e subiu de 11,66 para 11,82 por cento. O DI janeiro de 2009 avançou de 12,53 para 12,64 por cento.

Todos os contratos a partir de outubro de 2009 recuaram. O DI janeiro de 2010 caiu de 13,35 para 13,34 por cento.

“O modo como o Copom escolheu iniciar seu processo de ajuste da política monetária limita taxas maiores aos negócios com vencimento no curto prazo”, disse Vladimir Caramaschi, economista-chefe da Fator Corretora.

Segundo o consultor de uma corretora que preferiu não se identificar, a curva de juros precificava um ciclo de aperto monetário de dois pontos porcentuais, além da alta de quarta-feira.

Na véspera, o Copom elevou a Selic em 0,50 ponto percentual, para 11,75 por cento. A maioria dos economistas projetava aumento de 0,25 ponto e no mercado futuro as apostas estavam divididas.

No comunicado pós-reunião, o Copom disse que o aumento maior ajudava a reduzir a “magnitude do ajuste total a ser implementado”.

“Vai ser um aperto mais curto e é isso que o mercado (futuro) vai mostrar”, disse Silvio Campos Neto, economista-chefe do Banco Schahin.

Segundo analistas, o cenário pode sofrer alguma alteração com a ata do Copom, mas por enquanto é dado como certo outro aumento de 0,50 ponto em junho [nN17459377].

TÍTULOS PÚBLICOS

O Tesouro vendeu 84 por cento dos 2,75 milhões de títulos públicos oferecidos em leilão nesta quinta-feira. O único lote que não foi totalmente vendido foi o de LTN com vencimento em abril de 2009, a 12,91 por cento.

Foram vendidos 300 mil LTN com resgate em julho de 2010, com taxa máxima de 13,41 por cento, 300 mil NTN-F com vencimento em janeiro de 2012, a 13,42 por cento e 150 mil NTN-F para janeiro de 2014, a 13,41 por cento.

No leilão de LFT, todos os 1,5 milhão de títulos vendidos têm vencimento em março de 2014.

O Banco Central realizou três operações no mercado aberto. Recolheu 31,692 bilhões de reais dos bancos por um dia pagando 11,69 por cento ao ano, também recolheu 110,930 bilhões de reais até 5 de junho, com taxa de 11,70 por cento ao ano, e 31,092 bilhões de reais até 5 de maio, a 11,70 por cento.

Edição de Daniela Machado

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