17 de Abril de 2008 / às 20:56 / 9 anos atrás

BOVESPA-Após Copom, ações de bancos lideram ganhos do índice

(Texto atualizado com mais informações e fechamento oficial)

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO, 17 de abril (Reuters) - O avanço das ações de bancos, um dia depois da alta acima das expectativas do juro básico brasileiro, fez a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechar com valorização nesta quinta-feira.

O Ibovespa .BVSP teve alta de 0,62 por cento, aos 64.552 pontos, no maior patamar desde 28 de fevereiro. O giro financeiro na bolsa foi de 5,95 bilhões de reais.

O movimento foi conduzido pelos três maiores bancos do país, cujas ações tiveram as maiores altas do índice.

Os papéis ordinários do Banco do Brasil (BBAS3.SA) subiram 4,1 por cento, a 25,35 reais; seguidos pelos preferenciais do Itaú ITAU4.SA, que avançaram 3,6 por cento, a 43,50 reais; e os preferenciais do Bradesco (BBDC4.SA), com ganho de 3,5 por cento, a 35,75 reais.

Para Luiz Gustavo Medina, sócio da M2 Investimentos, o mercado estava apreensivo com a ação que seria tomada pelo Banco Central para fazer frente às pressões inflacionárias.

Nesse sentido, embora o aumento da taxa anunciado na quarta-feira --de 0,50 ponto percentual, para 11,75 por cento ao ano-- tenha vindo maior do que as projeções da maioria dos analistas, o comunicado que acompanhou o anúncio acalmou os investidores.

“O discurso foi mais importante do que a ação”, disse ele, referindo-se à sinalização do Comitê de Política Monetária de que o ciclo de aperto monetário deve ser breve.

No caso dos bancos, considerou Medina, o aperto monetário permite algum ganho extra com títulos do governo atrelados à Selic, mas não é suficiente para conter o ritmo de expansão das operações de crédito.

As ações preferenciais da Petrobras (PETR4.SA), as mais importantes do índice, subiram 2 por cento, a 85,10 reais.

Na coluna de perdas, estrelaram ações de empresas siderúrgicas e de companhias ligadas ao varejo doméstico.

Os papéis preferenciais da fabricante de bebidas AmBev AMBV4.SA foram os piores do índice, com baixa de 3,4 por cento, a 127,51 reais; seguidos pelos preferenciais da Usiminas (USIM5.SA), que recuaram 3,2 por cento, a 108,95 reais.

Edição de Daniela Machado

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