April 17, 2008 / 12:29 PM / 11 years ago

Polícia chinesa detém 20 monges tibetanos

PEQUIM (Reuters) - A polícia do noroeste da China deteve cerca de vinte monges budistas tibetanos na quinta-feira, devido aos protestos anti-chineses de fevereiro, de acordo com uma fonte de Pequim que tem amplos contatos entre os tibetanos.

Monges tibetanos exilados rezam ao lado de sua 'tocha olímpica' em 'revezamento alternativo' de protesto em Nova Délhi. Na China, cerca de vinte deles foram presos por sua participação em protestos pró-Tibet em fevereiro e março. Photo by Tanushree Punwani

Outras 100 pessoas que tentaram impedir a prisão dos monges também foram levadas pela polícia, segundo a fonte.

Os monges de Tongren, na remota província de Qinghai, protestaram em fevereiro, depois que a polícia dispersou uma cerimônia budista no monastério local. Eles gritaram, pedindo liberdade religiosa e desejando que seu líder espiritual exilado, o Dalai Lama, tivesse uma vida longa, disse a fonte.

Os manifestantes pró-Tibet também se opuseram ao revezamento da tocha Olímpica dos Jogos de Pequim.

A polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar a multidão em Tongren e deteve cerca de 200 monges. Mas, no dia seguinte, milhares deles protestaram perto do parlamento do município e o governo local libertou os monges presos no dia anterior, acrescentou a fonte.

Mais protestos foram então feitos pelos monges do monastério, cujo nome em chinês, segundo a fonte, é Longwu.

A fonte não soube precisar o motivo das últimas detenções.

O protesto em Tongren precedeu uma série de manifestações a favor da independência do Tibet em Lhasa, a partir de 10 de março, e de uma agitação que se espalhou para outras áreas tibetanas.

A China acusa o Dalai Lama de ter orquestrado a violência no Tibet e em outras áreas tibetanas do país, a fim de pressionar a independência e arruinar os Jogos Olímpicos, cuja sede este ano é a China.

Mas o Dalai Lama negou as acusações, declarando-se contra o uso da violência, pedindo um diálogo com a China e apoiando as Olimpíadas.

Telefonemas para o escritório do porta-voz do governo provincial de Qinguai, em busca de comentários, não foram respondidos.

Separadamente, a Xinhua, agência de notícias oficial, disse que dois monges que participaram dos combates na província de Gansu tinham “se rendido às autoridades”.

Desde o episódio de violência, as forças de segurança chinesas fecharam as partes de maioria tibetana no oeste da China e impediram o acesso de turistas ao Tibet.

A mídia oficial chinesa diz que a região será reaberta para turistas em 1o de maio, mas, na quinta-feira, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores disse que a data não foi confirmada.

(Reportagem de Chris Buckley)

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