December 17, 2007 / 6:01 PM / 11 years ago

Em crise, governo boliviano ressalta apoio de Lula e Bachelet

Por Carlos Alberto Quiroga

LA PAZ (Reuters) - O governo da Bolívia destacou nesta segunda-feira o apoio que recebeu dos presidentes do Brasil e do Chile em meio à crise política no país. O governo também reiterou sua disposição de dialogar com os governadores de oposição que buscam autonomia de seus Departamentos.

No dia seguinte a uma reunião trilateral em La Paz entre o presidente Evo Morales e seus colegas Luiz Inácio Lula da Silva e Michelle Bachelet, o porta-voz do governo boliviano, Alex Contreras, disse que o encontro teve um grande significado.

“A presença dos presidentes Lula e Bachelet é muito importante para o país”, afirmou o porta-voz à rádio Fides, enquanto ainda acontecia a visita oficial de Lula à Bolívia.

Os três países lançaram no domingo um projeto para construir um corredor de mais de 4.000 quilômetros para ligar os oceanos Atlântico e Pacífico.

“Nestes momentos de suposta crise buscada por alguns setores sociais, chegam os presidentes irmãos, amigos, para apoiar a gestão do presidente Evo Morales, para fortalecer o sistema democrático e para enviar uma mensagem de unidade. Para nós a unidade é importante”, acrescentou.

Lula e Bachelet não economizaram sinais de apoio e amizade em relação a Morales, que promove uma “refundação” constitucional na Bolívia para dar mais poder à maioria indígena e consolidar a nacionalização da economia.

O primeiro presidente indígena boliviano, que é também um aliado próximo do governante venezuelano, Hugo Chávez, recebeu Lula e Bachelet um dia após ter liderado uma grande celebração indígena-militar de aprovação à nova Constituição.

A reforma constitucional do país mais pobre da América do Sul precisa ser aprovada em dois referendos antes de entrar em vigor.

Os governadores dos quatro Departamentos rebeldes —Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando— pediram nesta segunda-feira a Morales, mediante uma carta aberta publicada em jornais, por “um diálogo franco e aberto, com resultados e respeito à lei e ao Estado de Direito”, a fim de diminuir a tensão política.

Contreras disse que o governo não reconhecia oficialmente a solicitação, mas que estava decidido a abrir diálogo, que foi proposto há duas semana por Morales.

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