17 de Outubro de 2008 / às 13:17 / em 9 anos

CONSOLIDA-Ocidente quer reformas; leste europeu é atingido

Por Elizabeth Piper

LONDRES, 17 de outubro (Reuters) - Líderes mundiais endureceram algumas regras bancárias nesta sexta-feira para proteger suas economias da crise, antes de um encontro entre os presidentes da França e dos Estados Unidos, que autoridades disseram irá tratar de caminhos para reformar o sistema financeiro mundial.

A pior crise financeira em 80 anos está empurrando os países do Ocidente para uma recessão, afetou as economias do leste europeu --que estão tendo que pedir dinheiro emprestado--, enquanto países asiáticos lutam para encontrar suas próprias soluções.

A Ucrânia informou que o Fundo Monetário Internacional (FMI) está preparado para conceder um empréstimo de 14 bilhões de dólares, enquanto a Hungria cortou sua estimativa de crescimento, depois de ter tomado 5 bilhões de euros com o Banco Central Europeu (BCE) para manter o fluxo de moeda no sistema bancário local.

Para evitar qualquer repetição da crise, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse que irá colocar em discussão com Bush as chances de realizar uma reunião global para tratar de uma nova regulamentação para o sistema financeiro. O encontro dos dois presidentes está previsto para sábado.

A Ucrânia, assim como Sérvia e Hungria, buscou a ajuda do FMI para tentar eliminar os temores sobre a possibilidade de governo e bancos não conseguirem refinanciar sua dívida.

A Islândia, que chegou bem próximo do que poderia ser considerado como a “falência” do país, vai decidir dentro de uma semana se irá pedir socorro ao Fundo.

Na Ásia, governos estão estudando diversas maneiras de garantir sustentação para as instituições financeiras e combater a desaceleração econômica.

Na Coréia do Sul, autoridades se comprometeram a tomar medidas para estabilizar os mercados. De acordo com a imprensa local, essas medidas, que serão anunciadas no domingo, podem incluir financiamento para bancos locais que têm tido dificuldades para encontrar linhas de crédito em dólar de instituições estrangeiras.

As evidências tem aumentado a cada dia de que uma recessão deve ser inevitável, mesmo considerando que o derretimento do mercado financeiro foi evitado.

Para o diretor do Banco Central Europeu, Guy Quaden, as perspectivas econômicas da zona do euro pioraram na última semana, em meio à crise financeira.

“Claro, a economia vai ser afetada pela crise... as perspectivas para a atividade econômica se deterioraram na última semana”, disse Quaden, que também preside o banco central da Bélgica, em entrevista a uma rádio do país.

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