17 de Outubro de 2008 / às 14:07 / em 9 anos

ATUALIZA-Asiáticos adquirem 40% da Namisa por US$3,12 bi

(Texto reescrito e atualizado com comentários de analistas e confirmação da CSN)

Por Yuko Inoue e Miyoung Kim

TÓQUIO/SEUL, 17 de outubro (Reuters) - A trading japonesa Itochu 8001.T, cinco siderúrgicas do Japão e uma da Coréia do Sul compraram 40 por cento de participação na mineradora brasileira Namisa, unidade da Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3.SA), num negócio de 3,12 bilhões de dólares, informaram as empresas.

A “parceria estratégica” da CSN com o consórcio asiático foi confirmada nesta sexta-feira pela companhia brasileira, que afirmou que receberá o pagamento à vista.

A Namisa chamou a atenção de siderúrgicas gigantes, incluindo algumas da Rússia, da Índia e da China, desde que foi colocada à venda no começo deste ano, conforme os preços do minério de ferro sobem e as mineradoras globais rapidamente se consolidam.

O acordo estima o valor total da mina da Namisa em cerca de 7,8 bilhões de dólares, um negócio que fortalece a CSN, segundo analistas.

“O preço é um pouco elevado”, disse Atsushi Yamaguchi, analista da UBS.

“Mas o risco está espalhado entre as sete companhias, e significaria um grande passo para as siderúrgicas japonesas impulsionarem suas operações.”

As siderúrgicas envolvidas no negócio são as japonesas Nippon Steel (5401.T), JFE Steel (5411.T), Sumitomo Metal Industries 5404.T, Kobe Steel (5406.T) e Nisshin Steel 5407.T e a sul-coreana Posco.

A Posco, quarta maior siderúrgica do mundo, informou em comunicado que os detalhes da compra da participação serão finalizados na próxima terça-feira, e um representante da companhia afirmou que a siderúrgica investirá cerca de 505 milhões de dólares por uma fatia de 6,5 por cento da Namisa.

O acordo permitirá às seis siderúrgicas comprarem 13,7 milhões de toneladas de minério de ferro por ano após 2013 --aproximadamente 10 por cento das importações totais do Japão--, já que a Namisa planeja expandir as vendas para 38 milhões de toneladas em 2013, contra 18 milhões de toneladas em 2009.

A Itochu, quarta maior trading do Japão, afirmou que a crise financeira global e aumento dos temores de recessão não afetaram o pacto.

“Nós acreditamos que a demanda global por aço permanece sólida a longo prazo, dada a forte demanda por infra-estrutura em países como a Índia, Brasil, Tailândia e Vietnã, entre outros”, afirmou Yoichi Kobayashi, diretor administrativo da Itochu, durante coletiva de imprensa.

A Namisa vinha sendo muito disputada pela siderúrgica global ArcelorMittal ISPA.AS MTP.PA e a indiana Tata Steel (TISC.BO), enquanto a chinesa Baosteel 600019.SS e um consórcio liderado pela Shagang Grou também tinham demonstrado interesse na operação.

É a primeira vez que as cinco maiores siderúrgicas do Japão juntam forças para assegurar ativos no exterior. Até agora, elas estavam relutantes em apostar pesado em minas de minério de ferro e carvão, deixando esse papel para companhias de trading.

A Itochu no mês passado informou que queria triplicar sua participação em minas de minério de ferro no exterior para 30 milhões de toneladas por ano até 2015, diante de um aperto na demanda.

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