17 de Setembro de 2008 / às 11:21 / 9 anos atrás

PANORAMA1-Resgate da AIG pode garantir sessão mais calma

SÃO PAULO, 17 de setembro (Reuters) - Durou bem pouco a posição do governo dos Estados Unidos de não usar dinheiro público para salvar empresas privadas.

Numa decisão surpreendente, o banco central dos Estados Unidos anunciou no final da noite de terça-feira um empréstimo de 85 bilhões de dólares para a seguradora American International Group (AIG.N), apenas um dia depois de ter deixado o banco Lehman Brothers LEH.N entrar com um pedido de proteção contra falência e dizer que não colocaria dinheiro do contribuinte nas empresas que estão sendo consumidas pela crise do sistema global financeiro.

O resgate da seguradora gerou efeitos imediatos nos mercados asiáticos e europeus.

A bolsa de valores de Tóquio encerrou o pregão com alta superior a 1 por cento. Na Europa, o principal índice de ações do continente .FTEU3 chegou a subir 1 por cento, e operava com valorização de 0,75 por cento, por volta das 8h (horário de Brasília).

O Federal Reserve vai emprestar dinheiro para a AIG e passará a deter 80 por cento da companhia. Ao anunciar a decisão, o BC dos EUA afirmou que uma falência desordenada da AIG poderia aumentar os “já significativos níveis de fragilidade do mercado fianceiro e levar a um aumento substancial dos custos do crédito”.

Apesar de bem-vinda, a notícia deixou alguns analistas desconfiados sobre qual será a posição do governo norte-americano diante das possíveis próximas vítimas da crise que se arrasta há mais de um ano.

“Salvar a AIG é uma boa coisa, mas estamos vendo uma posição dupla aqui. Por que o Fed está ajudando a AIG, mas não o Lehman? A menos que as autoridades norte-americanas apresentem uma posição clara sobre quem será ajudado e quem não será, a agitação do mercado vai continuar”, afirmou Koichi Haji, economista-chefe do NLI Research Institute, em Tóquio.

No Brasil, a agenda de indicadores econômicos é fraca, o que reforça a tendência de que os mercados vão trabalhar a reboque do cenário internacional.

Para a agenda do dia, clique [nN17461799]

Veja como encerraram os principais mercados na terça-feira:

CÂMBIO BRBY

O dólar terminou a 1,820 real, em alta de 0,44 por cento. O volume no segmento interbancário foi de 1,59 bilhão de dólares.

BOLSA .BVSP

O Ibovespa subiu 1,68 por cento, a 49.228 pontos. O volume financeiro na bolsa foi de 6,47 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS .BR20

O índice de principais ADRs brasileiros fechou em alta de 1,85 por cento, aos 27.879 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

A maioria dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) fechou em alta na BM&F. O DI janeiro de 2010 seguiu em 14,63 por cento, enquanto o DI janeiro de 2012 subiu a 14,37 por cento.

GLOBAL 40 BRAGLB40=RR

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, caía para 124,8 por cento do valor de face no final da tarde, oferecendo rendimento de 6,49 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS 11EMJ

No final da tarde, o risco Brasil avançava 18 pontos, a 328 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 394 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones .DJI subiu 1,3 por cento, a 11.059 pontos. O Nasdaq .IXIC avançou 1,28 por cento, para 2.207 pontos. O índice S&P 500 .SPX exibiu alta de 1,75 por cento, aos 1.213 pontos.

TREASURIES DE 10 ANOS US10YT=RR

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, recuava e o rendimento subia para 3,48 por cento no final da tarde ante 3,41 por cento na segunda-feira.

(PANORAMA1 e PANORAMA2 são localizados no terminal de notícias da Reuters pelo código PAN/SA)

Por Renato Andrade

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