18 de Março de 2008 / às 18:57 / em 10 anos

Transpetro pode encomendar 25 navios na 2a rodada de licitações

RIO DE JANEIRO, 18 de março (Reuters) - A Transpetro poderá ampliar para 25 o número de navios que pode licitar na segunda etapa do plano de elevação de sua frota, informou nesta terça-feira o presidente do braço de logística da Petrobras, Sérgio Machado.

Ainda no primeiro semestre, a estatal vai realizar a segunda fase da licitação de navios. Inicialmente, essa segunda etapa previa a contratação de 16 embarcações.

“Estamos acertando os últimos detalhes com a Petrobras”, disse Machado.

Na primeira fase de licitações, a Transpetro contratou a construção de 26 navios.

O projeto de aumento da frota está fazendo com que a empresa procure aço além dos produtores brasileiros, buscando preços mais competitivos.

O executivo afirmou que a primeira fase da licitação deve consumir mais de 400 mil toneladas de aço.

Recentemente, a Transpetro fechou um acordo com siderúrgicas da Ucrânia para importar 18 mil toneladas de aço.

Machado afirmou que um segundo lote está sendo negociado com fornecedores estrangeiros.

“Não se trata de fazer pressão na indústria nacional. O que nós queremos é igualdade na competição. Queremos comprar pelo mesmo que a indústria brasileira vende lá para fora”, disse ele a jornalistas após a inauguração do Centro Nacional de Controle Operacional da Transpetro.

Desde o fim da primeira etapa da licitação, a companhia trava uma disputa com siderúrgicas brasileiras com relação ao preço oferecido para os estaleiros que vão construir as embarcações. Segundo Machado, o preço estava entre 20 e 30 por cento mais caro.

“Não vou revelar para vocês o quanto mais barato foi a compra do aço da Ucrânia, porque estamos já numa segunda rodada de negociações, mas o que eu posso dizer é que foi mais barato”, acrescentou.

NAVIOS DE APOIO

O diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, anunciou que a empresa vai contratar 100 novas embarcações de apoio, conhecidas como supply boats. A primeira etapa da licitação deve ser realizada ainda no primeiro semestre.

As embarcações de menor porte -- navios rebocadores e de manuseio de âncora, entre outros -- terão de ser construídos no Brasil, por estaleiros instalados no país.

“Essa licitação é importante para dinamizar os estaleiros de menor porte”, disse Costa, ao lembrar que este tipo de embarcação é usado para dar apoio às atividade de exploração e produção da Petrobras.

Por Rodrigo Viga Gaier, Texto de Marcelo Teixeira, Edição de Camila Moreira

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