18 de Março de 2008 / às 11:33 / em 10 anos

Dalai Lama diz que renuncia se violência ficar incontrolável

DHARAMSALA (Reuters) - O Dalai Lama disse na terça-feira que renunciará ao posto de líder tibetano se a situação sair do controle no Tibet. Ele também negou as acusações da China, que disse que ele incitou os ataques.

<p>Dalai Lama diz que renuncia se viol&ecirc;ncia ficar incontrol&aacute;vel. O Dalai Lama disse que renunciar&aacute; ao posto de l&iacute;der tibetano se a situa&ccedil;&atilde;o sair do controle no Tibet. Ele tamb&eacute;m negou as acusa&ccedil;&otilde;es da China, que disse que ele incitou os ataques. 18 de mar&ccedil;o. Photo by Arko Datta</p>

“Se as coisas ficarem fora de controle, então minha única opção é renunciar completamente”, disse o Dalai Lama, líder espiritual tibetano, numa entrevista coletiva em sua base em Dharamsala, no norte da Índia.

Nesta terça-feira, o premiê da China, Wen Jiabao, acusou o Dalai Lama de orquestrar os protestos nos quais dezenas de pessoas teriam morrido e disse que os seguidores do líder espiritual estão tentando “incitar a sabotagem” aos Jogos Olímpicos de Pequim, em agosto.

O Dalai Lama, exilado na Índia desde 1959, negou as acusações da China e disse ser contra a violência, venha ela da China ou dos tibetanos.

“Mesmo se mil tibetanos sacrificassem suas vidas, não ajudaria”, disse ele a repórteres. “Por favor, ajudem a parar com a violência do lado da China e também do lado do Tibet.”

O Dalai Lama disse que não tem nada a esconder dos chineses.

“Investiguem a fundo, se quiserem começar a investigar aqui, sejam bem-vindos”, disse ele. “Chequem nossos vários escritórios.”

“Eles podem examinar meu pulso, minha urina, minha almofada, tudo”, disse ele rindo, fazendo mímica enquanto falava.

O ganhador do prêmio Nobel da Paz reafirmou que quer que o Tibet tenha autonomia em relação à China, mas sem independência total.

Questionado pela Reuters o que o Dalai Lama quis dizer quando falou em renunciar, o primeiro-ministro do governo exilado, Samdhong Rimpoche, disse que ele continuaria a ser o Dalai Lama, mas não o líder de seu povo.

“Se o povo tibetano se envolver com a violência e não puder agir de forma não-violenta, ele não estaria em condições de liderá-lo”, disse Rimpoche.

Reportagem de Jonathan Allen

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