18 de Setembro de 2008 / às 18:10 / em 9 anos

Tyson usará Brasil para ter acesso ao mercado europeu em aves

Por Camila Moreira

SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil será a porta de entrada na Europa para a Tyson Foods, maior processadora mundial de carnes, devido ao acesso do país sem restrições para exportação de aves a esse mercado.

Com as restrições às vendas dos Estados Unidos à Europa devido a divergências relacionadas a métodos de produção, esse é um dos poucos mercados à que a Tyson não tem acesso.

“A Tyson vende em mais de 80 países e um grande mercado que não está disponível para a gente é a Europa. Agora vamos ter acesso a todos os países do mercado europeu”, afirmou na quinta-feira Rick Greubel, presidente da área internacional da empresa, ao anunciar o início das operações no mercado brasileiro por meio da compra do controle de três empresas locais. [ID:nN18365580]

“O Brasil tem uma posição privilegiada por ter habilidade de produzir com custos competitivos e de exportar para praticamente todos os países do mundo. Chegamos para ficar”, completou.

Segundo Greubel, “o Brasil faz muito sentido” devido não apenas ao crescente mercado local, mas também pelas condições favoráveis à produção.

“O clima favorece a produção de frango, tem disponibilidade de água, milho, soja e mão-de-obra. E habilidade de atender não só o crescente mercado local mas também de exportar para quase todos os mercados de consumo no mundo. Pode-se imaginar que o Brasil será a base da empresa para exportação à Europa”, disse, sem no entanto comentar expectativa de exportação ou de faturamento.

A Tyson adquiriu as empresas Macedo Agroindustrial, com um faturamento de 120 milhões de reais em 2007, e a Avícola Itaiópolis (Avita) com expectativa de receita de 52 milhões neste ano -- a empresa inaugurou as instalações em janeiro.

Foi adquirida ainda uma participação de 70 por cento na Frangobras, que tem previsão de faturamento de 50 milhões de reais nos quatro últimos meses deste ano, quando começou a operar.

“Os planos para o futuro são primeiro expandir a capacidade dessas três empresas, depois avaliar outras oportunidades no mercado brasileiro, adquirir ou construir uma planta do tipo greenfield”, explicou Greubel.

A Macedo comercializa para Santa Catarina, região de Curitiba e Porto Alegre, e outros 50 por cento do volume é exportado. Dada a sua presença no mercado internacional a marca poderá ser mantida mesmo para exportação.

Já a Frangobras foi concebida pensando em 20 por cento da produção para o mercado interno e 80 por cento para o externo, mas a empresa não descarta que as vendas externas cheguem a 100 por cento da produção.

A Avita é toda voltada para o mercado nacional -- norte de Santa Catarina e São Paulo, daí seguindo para o Nordeste.

Greubel não descartou novos investimentos no Brasil, incluindo na área de bovinos, em que a Tyson conta com uma unidade na Argentina. A utilização da marca Tyson no país também está nos planos.

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