19 de Agosto de 2008 / às 14:12 / em 9 anos

Pressões inflacionárias aumentam nos EUA

Por Glenn Somerville e Lisa Lambert

WASHINGTON (Reuters) - Os preços no atacado dos Estados Unidos subiram em julho com a maior taxa anualizada desde 1981, e o ritmo de construção de moradias diminuiu em meio à fartura de casas prontas que ainda não foram vendidas, mostraram dados do governo nesta terça-feira.

Os relatórios ofereceram pouco alento ao Federal Reserve, que torce para que a desaceleração econômica freie a inflação e permita que a taxa de juro não seja elevada.

O Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) do Departamento de Trabalho, que mede o custo dos produtos no atacado, subiu 1,2 por cento em julho após alta de 1,8 por cento no mês anterior. O núcleo dos preços, que exclui alimentos e energia, saltou 0,7 por cento após alta de 0,2 por cento em junho.

Economistas ouvidos pela Reuters esperavam que os preços ao produtor subissem só 0,6 por cento em julho, com alta de 0,2 por cento do núcleo. A queda acentuada do petróleo desde o meio de julho fez muitos investidores pensarem que as pressões inflacionárias estavam cedendo.

A alta do núcleo do índice de inflação assustou o mercado financeiro, com queda das ações. O dólar subia ante outras moedas em meio à perspectiva de um aumento do juro.

“Não tem nada de bom nisso”, disse Marc Pado, estrategista de mercado da Cantor Fitzgerald & Co, em San Francisco.

“A inflação está mais sistêmica do que nos fizeram acreditar com base nos últimos números, e isso vai continuar a aparecer nos dados do CPI (inflação no varejo) nos próximos meses. A questão é se os investidores podem esquecer isso, considerando que o preço do petróleo caiu.”

“O Fed está preso entre uma pedra e um lugar duro”, acrescentou.

Em outro relatório, o Departamento de Comércio informou que o início de construção de moradias nos Estados Unidos caiu 11 por cento em julho, para a menor taxa anualizada em 17 anos. A concessão de alvarás despencou 17,7 por cento.

A taxa anualizada de início de construção de moradias ficou em 965 mil, pouco acima da expectativa de 960 mil de Wall Street. Ainda assim, foi o resultado mais baixo desde março de 1991.

Em junho, o início de construções no país havia subido 10,4 por cento, em dado originalmente informado como alta de 9,1 por cento.

A concessão de alvarás, indicador de atividade futura de construção, recuou para uma taxa anualizada de 937 mil, bem abaixo da previsão de 970 mil de analistas ouvidos pela Reuters. É o menor nível desde março.

As casas para uma família, principal tipo entre as novas moradias, tiveram performance especialmente fraca. A taxa anualizada de 641 mil casas com início de construção foi a menor desde janeiro de 1991, e a concessão de alvarás a mais baixa desde agosto de 1982.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below