19 de Junho de 2008 / às 20:33 / em 9 anos

Mantega reafirma meta fiscal e nega novas medidas

Por Isabel Versiani

<p>Mantega reafirma meta fiscal de 4,3% e nega novas medidas. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, garantiu nesta quinta-feira que o governo trabalha para evitar a propaga&ccedil;&atilde;o da infla&ccedil;&atilde;o, e negou que estejam em estudo medidas adicionais de conten&ccedil;&atilde;o do cr&eacute;dito ou novo aumento da meta fiscal. Foto do Arquivo. Photo by Jamil Bittar</p>

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, garantiu nesta quinta-feira que o governo trabalha para evitar a propagação da inflação, e negou que estejam em estudo medidas adicionais de contenção do crédito ou novo aumento da meta fiscal.

“O esforço fiscal até o final do ano será de 4,3 por cento (do PIB)”, afirmou a jornalistas após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, economistas e outros ministros.

“É difícil fazer mais do que isso”, acrescentou, destacando que os cortes orçamentários a serem feitos pelo governo ao longo do ano não afetarão obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

A escalada recente da inflação no país, acompanhando tendência mundial, tem surpreendido analistas e alimentado especulações de que o governo poderia adotar iniciativas adicionais para segurar os preços.

Mantega, contudo, avaliou que as medidas já adotadas pelo governo “têm tido eficácia” e algumas só farão efeito dentro de até seis meses. O ministro citou o aumento recente da meta de superávit primário em 0,5 por cento do PIB, a taxação do financiamento à pessoa física e a criação de um novo compulsório pelo Banco Central, além do próprio aumento do juro básico.

“Não há nenhuma medida adicional para redução do crédito”, afirmou Mantega, acrescentando que o governo já detectou uma desaceleração nos financiamentos.

A inflação fechará o ano abaixo do teto da meta de 6,5 por cento e desacelerará até chegar no final do próximo ano mais perto do alvo de 4,5 por cento, previu o ministro.

Expectativas no mercado apontam inflação de 5,8 por cento no final do ano, segundo sondagem do Banco Central. A autoridade monetária elevou a taxa básica de juros da economia em 1,0 ponto desde abril, nos primeiros aumentos da Selic em três anos.

MERCADO FUTURO

Durante a reunião no Planalto pela manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sugeriu, segundo Mantega, a necessidade de intervenção nas negociações dos mercados futuros de forma a conter a especulação com os preços das commodities e contribuir para o controle da inflação mundial.

“É claro que isso não é uma ação no Brasil, é uma ação a ser feita em escala internacional. Tem que combinar com outros governos para atenuar essa especulação nos mercados futuros”, disse Mantega, sem dar detalhes.

Ele acrescentou que o mundo vive hoje o maior choque de preços de commodities desde os anos 1970, e que os países importadores de alimentos têm sido os mais afetados por esse processo. “Não é o caso do Brasil”, afirmou o ministro.

O ministro informou ainda que o Plano Safra 2008/2009 será anunciado pelo governo no início de julho com medidas para expandir a oferta de produtos agrícolas no país.

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